A ministra de Lula e o crime organizado

A Ministra do Turismo Daniela Carneiro (União Brasil) apareceu em algumas imagens junto de membros da milicia carioca

Reprodução/redes sociais/Ministério do Turismo

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assume o seu terceiro mandato e dias após a subida da rampa, o jornal Folha de São Paulo divulga a imagem da Ministra do Turismo Daniela Carneiro (União Brasil) com membros da milicia carioca. Daniela do Waguinho mantém vínculos com a família de Juracy Alves Prudêncio, o “Jura”, condenado e preso por chefiar milicianos na baixada fluminense.

Lula, que por várias vezes fez críticas a Bolsonaro sobre seu envolvimento com tal estirpe, agora se vê na mesma senda. Jair Bolsonaro (PL), ex-presidente, viu sua família envolvida com as milicias cariocas no caso Adriano Magalhães da Nóbrega, ex-policial militar e parceiro de Queiroz (ex-assessor de Flávio Bolsonaro, o filho 01). Em busca do voto tudo é possível, mas nem tudo convém.

Não é de hoje que há envolvimento tácito de políticos com o crime em geral. Castor de Andrade, bicheiro conhecido nacionalmente, era ponto obrigatório de parada e bençãos durante a campanha na capital carioca. Em São Paulo, da mesma forma: os bicheiros por anos financiaram campanhas. Essa simbiose foi tomando corpo e hoje vários políticos estão na lista de pagamento do Primeiro Comando da Capital (PCC).

As denominadas milicias são grupos armados normalmente compostos por ex-policiais e que “cobram” valores dos membros das comunidades e dos pequenos empresários ofertando lhes segurança e outros serviços.

O pesquisador e autor do livro “A República das milícias”, Bruno Paes Manso, descreve com clareza o avanço dessa parceria, pois, afinal, tais grupos detém grande influência, principalmente nas periferias, que com sua enorme população são alvos dos políticos e explorados pelos milicianos. Flavio Dino, Ministro da Justiça, quer federalizar o caso Marielle Franco e descobrir os mandantes do crime. Poderá atirar em Bolsonaro, mas poderá atingir os ministros de Lula.