Seu padrão de vida está acima de seus ganhos? Cuidado!

Para manter algumas ostentações é necessário empenhar um dinheiro que muitas vezes não temos

Dinheiro (ilustração)

Dinheiro (ilustração) | Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Caro(a) leitor(a), hoje em dia vivemos em uma sociedade orientada pela cultura da ostentação e consumismo.

Ostentação que está presente nas coisas mais simples, como postar uma foto aparentando levar uma vida que não é verdade, chegando ainda ao ponto de haver pessoas e famílias que tentam manter um padrão de vida superior aos ganhos, o que por óbvio, é uma atitude extremamente perigosa e prejudicial às finanças.

Não há dúvidas que ter um aparelho de celular de última geração, usar roupas “de marca”, ter um carro legal e novo, ou ainda frequentar lugares caros, como restaurantes e lojas badaladas, é gostoso e nos faz sentir integrantes da camada da sociedade que nos interessa.

Porém, para manter algumas destas ostentações é necessário empenhar um dinheiro que muitas vezes não temos, ou seja, nos tornamos dependentes do cartão de crédito, fazemos do cheque especial uma extensão do salário, além de um possível hábito de tomar um empréstimo para liquidar outro já feito. Entramos em uma bola de neve financeira.

Se você se identificou com alguns dos exemplos acima, se a fatura de seu cartão de crédito está com diversas compras parceladas ou ainda se o seu salário não é suficiente para cobrir o saldo devedor de sua conta corrente, cuidado, pois muito provavelmente você mantem um padrão de vida acima de seus ganhos.

Então, antes que seja tarde demais, a melhor coisa a fazer é revisitar o mais rápido possível, e com muito critério, todas as despesas que possui.

Imagine como seria sua vida se, de uma hora para outra, o banco onde você possui conta lhe tirasse o cheque especial e seu cartão de crédito. Seu salário seria suficiente para pagar todas as despesas e gastos que você tem e ainda passar o mês?

Se a resposta for negativa e você identificar que de fato há despesas que foram feitas exclusivamente para manter ostentação, sugiro abandonar estes hábitos e comportamentos de consumo, concentrando esforços para voltar seu orçamento para o azul.

Ficou com alguma dúvida? Me mande um e-mail que te explico.

 

Sérgio Biagioni Junior é Planejador Financeiro Pessoal, formado em Adm de Empresas, Pós Graduado em Banking, MBA em Controladoria e Custos e Pós Graduado na PUC-RS em Planejamento Financeiro e Finanças Comportamentais. Certificado CEA-Anbima.