Chuva espanta parte do público, mas não impede folia em São Paulo

As roupas e fantasias ensopadas pesam, mas não impedem o público de dançar ao som de funk e música eletrônica

Vendedores da região afirmam que a venda está fraca no primeiro dia de cortejos de rua oficiais

Vendedores da região afirmam que a venda está fraca no primeiro dia de cortejos de rua oficiais | Edson Lopes Jr/SECOM

A chuva forte que atinge São Paulo espanta alguns foliões e transforma a capa de chuva na fantasia oficial deste sábado (18), mas não impede a folia. 

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O temporal começou por volta das 13h30 e fez o público na região central procurar abrigo em bares e marquises.
A pausa, contudo, foi curta. Mesmo com a tempestade os foliões do Minhoqueens voltaram para o meio da avenida São Luís e acompanham o bloco. 

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As roupas e fantasias ensopadas pesam, mas não impedem o público de dançar ao som de funk e música eletrônica. 

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A chuva também recepcionou foliões a caminho do Bloco das Gloriosas, comandado por Glória Groove, uma das drag queens mais famosas do Brasil, que se apresenta na avenida Faria Lima, zona oeste de São Paulo. 

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Em megablocos, como o de Glória, a prefeitura montou uma entrada para revistar os foliões, que se concentram na porta de entrada e esperam chegar a sua vez. 

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Assim que entraram, as estudantes Sofia Bragoni, 18, e Manuela Navarro, 18, foram em busca de uma capa de chuva. “Sabia da chuva, mas não vim preparada para esse evento”, disse Sofia. 

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“Tô derrento”, disse uma delas após colocar a capa. “Tô me sentindo uma ameba derretendo nessa água”, completou a outra. 

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Vendedores da região afirmam que a venda está fraca no primeiro dia de cortejos de rua oficiais. Uma comerciante relatou que chegou de manhã e vendeu a primeira cerveja apenas às 14h. 

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Na avenida Pedro Álvares Cabral, no Ibirapuera (zona sul de São Paulo), o público resolveu enfrentar a forte chuva e a enxurrada para acompanhar o bloco Agrada Gregos. 

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Com o pé na lama, um folião disse que o Carnaval estava parecido com o REP Festival, evento dedicado ao rap e realizado no Rio de Janeiro no último fim de semana. Por lá, como a Folha mostrou, os fãs transitaram entre sapos e cobras. 

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“Sofremos para chegar até aqui, mas está tudo bem, tudo legal”, disse a foliã Karoline Castro. 

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No Butantã, a concentração do Vai Quem Qué estava marcada para a praça Elis Regina, mas a chuva obrigou o público a encontrar brecha em um posto de gasolina abandonado. 

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Músicos amarraram sacolas plásticas nos pés e, após uma trégua da tempestade, iniciaram o desfile por volta das 16h. 

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O pequeno bloco recebe todo tipo de público, incluindo pessoas mais velhas acompanhadas de familiares e amigos. 

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Os foliões apostam em meias arrastão, bodies brilhantes, saias de tule e tiaras coloridas, e participam animados ao som de marchinhas tradicionais de Carnaval. 

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CAPA DE CHUVA X CAPA DE DISCO 

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Se à tarde a capa de chuva virou item obrigatório, pela manhã a capa era outra, pelo menos no bloco Tarado Ni Você, que evocou a cantora Gal Costa. 

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Um folião escolheu carregar uma capa de disco de vinil, outra escreveu no corpo o nome de álbuns emblemáticos da artista, morta no fim do ano passado. 

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“Sabia que minha fantasia ia ser em homenagem à Gal assim que ela morreu”, disse Cecília Franco, 37, com o figurino inspirado na capa do disco Índia. 

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“Esse ano estamos homenageando a maior de todas as cantoras, a ancestral da voz”, disse a cantora Duda Brack de cima do trio.