STF suspende julgamento sobre contrato sem licitação para semáforos em SP

Modernização dos aparelhos foi incluída em outro contrato, para iluminação pública da cidade, sem processo de concorrência

Enquanto o caso não se resolve, o prazo para a modernização para os semáforos está correndo

Enquanto o caso não se resolve, o prazo para a modernização para os semáforos está correndo | Reprodução/TV Globo

O STF (Supremo Tribunal Federal) suspendeu o início do julgamento sobre a contratação sem licitação de uma empresa para fazer a gestão e modernização dos semáforos no município de São Paulo. 

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Respaldada por uma lei aprovada no final do ano passado pela Câmara de Vereadores, a Prefeitura fez um aditivo de R$ 1,8 bilhão ao contrato referente à iluminação pública. O PCdoB questiona a legalidade da inclusão do serviço, não previsto no escopo inicial sem um certame público. 

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O ministro Gilmar Mendes atendeu ao pedido de interrupção feito pelo presidente da Câmara de Vereadores, Milton Leite (União), para buscar uma “solução autocompositiva”, ou seja, um acordo. 

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Procurado, no entanto, Leite não esclareceu com quem seria esse acordo, nem qual seria o seu objeto. “Como presidente da Câmara Municipal de São Paulo, instituição que produz e defende as Leis, entendo que é possível cooperar no sentido de encontrar solução pacífica para a questão”, limitou-se a responder. 

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A questão seria analisada pelo plenário virtual do STF a partir da sexta-feira (3), após o TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) já ter suspendido o contrato em outra ação, protocolada pelo diretório municipal do PT. 

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Enquanto o caso não se resolve, o prazo para a modernização para os semáforos está correndo, sem que as ações sejam efetivadas. A previsão era de troca de 620 unidades no primeiro ano de vigência. Já se passaram sete meses. 

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A Prefeitura foi procurada, mas preferiu não se manifestar.