Quem recebe benefício de prestação continuada não poderá mais fazer empréstimo consignado

Modalidade havia sido liberada em março do ano passado

Embora estes sejam avanços incontestáveis, para que esta seja uma reforma Solidária, Saudável e Sustentável

Segundo o INSS, no período de um ano, foram feitos mais de 4 milhões de empréstimos consignados para beneficiários do bpc | José Cruz/Agência Brasil

Quem recebe bpc, o benefício de prestação continuada, não poderá mais fazer empréstimo consignado, aquele que desconta direto da aposentadoria. A medida provisória que reestruturou o programa bolsa-família acabou com esta modalidade liberada em março do ano passado. Segundo o INSS, no período de um ano, foram feitos mais de 4 milhões de empréstimos consignados para beneficiários do bpc. O benefício de prestação continuada é pago para idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. Os empréstimos consignados chegam a comprometer até 45% da aposentadoria. Em agosto do ano passado, uma ação no Supremo Tribunal Federal pediu o fim do empréstimo consignado para este público. Segundo a petição, a medida violava a dignidade da pessoa humana, ao criar a possibilidade de contração de financiamentos que ultrapassam os limites mínimos existentes para pessoas em situação de vulnerabilidade.

Filhos de vítimas de feminicídio

A câmara dos deputados aprovou uma proposta que prevê pensão especial para filhos e outros dependentes de mulheres vítimas de feminicídio. De acordo com o texto, a pensão terá o valor de um salário mínimo, que hoje está em R$ 1.320,00, e será destinada ao conjunto de filhos menores de 18 anos e demais dependentes. Para ter direito à pensão, a renda por pessoa da família deverá ser menor que25% do valor do salário mínimo. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que no Brasil são registrados mais de 50 mil casos de agressão contra a mulher por dia. Em todo país, um terço das mulheres com mais de 16 anos já sofreu violência. A média de mulheres agredidas no Brasil é de 33,4%, maior que a média mundial de 27%. O texto agora segue para ser analisado pelo senado federal.

Paralisação nacional dos enfermeiros

Está marcada para esta sexta-feira (10/03) a paralisação nacional de enfermeiros. Aguardando a edição de MP que regulamente os fundos para o piso salarial da enfermagem, essa movimentação é vista como forma de pressão para que o governo ajude a resolver o impasse. Criado em lei no ano passado, o piso foi suspenso em liminar no Supremo Tribunal Federal, até que fontes de financiamento fossem encontradas. Em dezembro, foi promulgada a Emenda Constitucional 127/22, que garante o repasse de recursos do superávit financeiro de fundos públicos e do Fundo Social para financiar o piso salarial nacional da enfermagem no setor público, nas entidades filantrópicas e de prestadores de serviços, com um mínimo de atendimento de 60% de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). A medida, no entanto, precisa de regulamentação para definição sobre como os recursos serão distribuídos.

Gazeta SP na Rádio Trianon

De segunda à sexta-feira, das 8h00 as 11h00, pela Rádio Trianon AM 740 e Rádio Universal AM 810 (Santos), o repórter Bruno Hoffmann comenta as notícias que são destaques na Gazeta e Diário do Litoral. 

 

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