Câmara de SP aprova PL que prevê protocolo de combate à violência sexual contra mulheres em baladas

O protocolo foi baseado em uma lei de Barcelona, na Espanha, utilizada no caso do jogador de futebol Daniel Alves

Casos de importunação sexual batem recorde em 2023 na cidade de São Paulo

O texto prevê que o espaço de lazer noturno se responsabilize por prestar auxílio às mulheres vítimas de violência | Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

Nesta quarta-feira (12), a Câmara Municipal de São Paulo aprovou o projeto que estabelece um protocolo de combate e proteção contra a violência sexual em bares e baladas da capital. O prefeito Ricardo Nunes (MDB) disse que irá sancionar a proposta.

Segundo informações do portal “G1”, o protocolo foi baseado em uma lei de Barcelona, na Espanha, utilizada no caso do jogador de futebol Daniel Alves.

Os vereadores que propuseram o PL “Não se Cale” foram Cris Monteiro (NOVO), bancada Feminista do PSOL, Daniel Annenberg (PSB), Dra. Sandra Tadeu (União), Rinaldi Digilio (União), Marcelo Messias (MDB), Fernando Holiday (Republicanos) e João Ananias (PT).

O texto prevê que o espaço de lazer noturno se responsabilize por prestar auxílio às mulheres vítimas de violência, informações e imagens para a denúncia e comunicação imediata à autoridade policial.

A adesão ao protocolo é voluntária e os estabelecimentos passariam a ter um “selo” que poderá ser fixado nos locais.

Para isso, os espaços de lazer devem providenciar a capacitação dos funcionários para detectar as situações de agressão sexual e o procedimento de ação face aos casos que ocorrerem em suas dependências. Os locais que descumprirem o protocolo perderão o Selo “Não se Cale”.

Lei estadual

Nesta sexta-feira (3), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sancionou uma lei que obriga bares, restaurantes e boates a ajudar mulheres que estejam sofrendo alguma situação de violência nos locais.

A lei torna obrigatória a capacitação dos funcionários de bares, restaurantes, boates e casas noturnas para identificar e combater casos de assédio sexual e violência contra mulheres.