SP registra nascimento de espécie rara de sagui-da-serra-escuro

Nascimento foi especial, já que a primata gestante precisou ser submetida a uma cesárea em Araçoiaba da Serra

Sagui-da-serra-escuro tem como habitat a região Sudeste do Brasil

Sagui-da-serra-escuro tem como habitat a região Sudeste do Brasil | Divulgação

Filhotes de sagui-da-serra-escuro, conhecido popularmente como sagui-caveirinha, nasceram recentemente no Núcleo de Conservação da Fauna Silvestre (CECFAU), de Araçoiaba da Serra, no interior de São Paulo. A espécie está ameaçada de extinção.

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Os mais novos integrantes da unidade são facilmente identificados por apresentar a face branca, que lembra um pequeno crânio, em contraste com o pelo e o corpo todo preto.

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O nascimento foi especial e diferente dos anteriores, já que a primata gestante precisou ser submetida a uma cesárea, além de ser a primeira vez que os filhotes do casal de saguis que vivem no núcleo nasceram vivos. Nas tentativas anteriores, a fêmea teve dificuldade e os bebês não sobreviveram.

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Com um habitat restrito à Mata Atlântica da região Sudeste, principalmente em áreas florestadas nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, os saguis vivem em grupos, em média, de dois a 11 indivíduos. Por seu alto consumo de frutos, a espécie tem um papel fundamental na dispersão de sementes nas áreas onde vive.

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Espécie endêmica da Mata Atlântica, a perda da cobertura original e a fragmentação do habitat natural estão entre as principais ameaças aos sagui-da-serra-escuro. Outra ameaça relevante é a competição por recursos e o risco de hibridização (mistura entre as diferentes espécies), podendo resultar no apagamento genético.

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O cenário atual colocou o sagui-da-serra-escuro como “em perigo de extinção” (EN) na última atualização da Lista Oficial das Espécies Ameaçadas de Extinção do Ministério do Meio Ambiente (2022).

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O nascimento desses últimos filhotes é muito importante para a manutenção da espécie sob cuidados humanos, pois eles irão contribuir com a diversidade genética da espécie e com uma população “reserva”, cujo número de indivíduos ainda precisa aumentar.

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“Estes filhotes são o resultado dos esforços do Núcleo de Conservação de Fauna Silvestre do estado de São Paulo, que tem como objetivo reproduzir espécies nativas ameaçadas de extinção para contribuir com ações de conservação”, afirma Giannina Piatto Clerici, assessora técnica do CECFAU.