Polícia registra 115 vítimas do ‘golpe do amor’ no estado de SP em 2022

Crime corresponde a nove em cada dez casos de sequestros relâmpagos

Sites e aplicativos de relacionamento são os principais meios para os golpistas encontrarem vítimas

Sites e aplicativos de relacionamento são os principais meios para os golpistas encontrarem vítimas | Divulgação

Dados da polícia civil apontam que o estado de São Paulo registrou 115 vítimas do “golpe do amor” em 2022. Este ano, foram 25 ocorrências. O crime corresponde a nove em cada dez casos de sequestros relâmpagos.

Para aplicar o golpe, os bandidos usam sites e aplicativos de relacionamento se passando por outra pessoa para marcar encontros falsos com as vítimas.

O celular é o meio de extorsão mais visado por parte dos golpistas. Eles aproveitam para obrigar a pessoa a dar todas as senhas, vasculhar os aplicativos, especialmente os de banco, para fazer transações. 

Golpe no Dia dos Namorados 

Na cidade de São Paulo, um dos casos mais recentes noticiados ocorreu no dia 12, data em que é celebrado o “Dia dos namorados” no país. 

De acordo com informações do portal G1, dois homens foram sequestrados na Zona Norte. Um deles havia marcado um encontro com uma mulher por meio de um aplicativo de relacionamento. 

Um amigo desse homem também ia pra essa festa e os dois combinaram de passar pra buscar essa mulher em casa. Chegando lá, os dois homens foram rendidos por quatro criminosos armados. 

O sequestro relâmpago durou três horas. Os criminosos levaram esses homens pra dentro de uma mata e uma equipe da polícia que passou por ali desconfiou da movimentação. Eles conseguiram então prender dois homens e um adolescente, e o outro criminoso conseguiu fugir. 

Perfil das vítimas 

Os homens são a maioria das vítimas desses sequestros relacionados ao golpe do amor, segundo a polícia. 

No entanto existem outros tipos de golpe do amor e aí o perfil da vítima muda: as mulheres se tornam a maior parte das vítimas quando falamos de estelionato sentimental, que é quando o criminoso desenvolve uma relação virtual com a pessoa, por semanas, até meses e, em determinado momento, começa a pedir dinheiro para a vítima. 

Depois de um tempo, esse criminoso some e a vítima percebe que caiu em um golpe.