Confea: Ministério Público é acionado para fiscalizar eleições em novembro

A informação é do engenheiro José Manoel Ferreira Gonçalves, diretor de Relações Institucionais da Federação Nacional dos Engenheiros

Engenheiro José Manoel Ferreira Gonçalves afirma que vazamento pode gerar sensíveis prejuízos diretos e indiretos

Engenheiro José Manoel Ferreira Gonçalves afirma que vazamento pode gerar sensíveis prejuízos diretos e indiretos | Divulgação

A fim de trazer total transparência ao processo eleitoral do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), que acontece no dia 17 de novembro próximo e, pela primeira vez, de forma digital, o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) foi acionado. A informação é do engenheiro José Manoel Ferreira Gonçalves, diretor de Relações Institucionais da Federação Nacional dos Engenheiros.

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Na representação, são solicitadas providências, participação e acompanhamento do MP-SP em todo o pleito do sistema a fim de garantir não só o direito ao voto como a lisura das eleições na entidade.

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“O vazamento de dados pode gerar sensíveis prejuízos diretos e indiretos aos titulares dos dados. No entanto, há outro fator ainda mais grave, porque de interesse coletivo e, especificamente, comprometedor à ordem democrática: os ataques cibernéticos”, aponta o engenheiro José Manoel.

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Segundo revela, as eleições serão realizadas, pioneiramente, pela internet, por meio do site www.votaconfea.com.br, em que o profissional apto a votar se autenticará na ferramenta pelo login (CPF) e senha enviada por e-mail e/ou mensagem de celular conforme descrito no site. “Por isso, acionamos o MP”,
afirmou.

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O diretor lembra que, em dezembro do ano passado, um ataque hacker no sistema da autarquia possibilitou acesso aos dados de mais de 350 mil profissionais.

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“Apesar da atual administração da autarquia ter negado, em uma primeira ocasião, ter havido vazamento de dados e que a ação não teria causado nenhum prejuízo às funcionalidades disponíveis aos usuários da aplicação, ela garantiu que iria acionar a Polícia Federal e os demais órgãos para investigar o ataque sofrido”.

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PARCIAL

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Alguns dias depois, conforme lembra, uma segunda informou que, após a apuração do segundo ataque cibernético ao CREA-SP, no dia 8 de dezembro, foi identificado um vazamento parcial de dados pessoais.

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“Nesta mesma nota, foi afirmado que, todos os profissionais que tiveram seus dados vazados foram comunicados por e-mail ou carta, com as orientações necessárias relacionadas ao ocorrido.

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“Contudo, é sabido que isso não se confirmou na prática, uma vez que, inúmeros profissionais acabaram registrando boletins de ocorrência e tiveram que fazer reclamações em sites especializados, a fim de obter ao menos uma resposta do CREA-SP e poder salvaguardar seus direitos”, afirma.

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Por fim, o diretor lembra que a atual administração do CREA-SP garantiu que todas as providências junto às autoridades foram tomadas e que um boletim de ocorrência foi registrado junto à Polícia Civil do Estado de São Paulo.

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“O CREA/SP destacou que iria acionar a Polícia Federal e os demais órgãos para investigar, mas salvo comprovação em contrário, não fez até o presente momento, deixando de cumprir com sua obrigação legal, sobretudo com o dever de informação previsto na Lei Geral de Proteção de Dados e na Lei de Acesso à Informação, perante a Autoridade Nacional de Proteção de Dados – ANPD”, completa o engenheiro José Manoel Ferreira Gonçalves.