Organização com mais de 500 sites falsos de leilões de carros é procurada pela polícia

Criminosos atuam na área há pelo menos cinco anos; caso conta com 61 indiciamentos

Organização com mais 500 sites falsos de leilões de carros é procurada pela polícia

Organização com mais 500 sites falsos de leilões de carros é procurada pela polícia | Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) cumpre, nesta quinta-feira (25), 12 mandados de prisão para desarticular organização criminosa responsável por criar 540 sites falsos de leilões de carros.

Continua após a publicidade

Siga as notícias da Gazeta de S.Paulo no Google Notícias

Continua após a publicidade

Os criminosos atuam na área há pelo menos cinco anos e causaram um prejuízo de no mínimo R$ 470 mil. O número diz respeito as 10 ocorrências registradas na 9ª Delegacia Policial, em Brasília, mas, segundo a PCDF, existem outros casos não registrados.

Continua após a publicidade

A operação

Em colaboração com a Polícia Civil de São Paulo, a PCDF cumpre 10 mandados de busca e apreensão e prisões na capital paulista, em Santo André e em São Bernardo do Campo.

Continua após a publicidade

Faça parte do grupo da Gazeta no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

Continua após a publicidade

Os envolvidos foram indiciados pelos crimes de participação em organização criminosa, lavagem de dinheiro e dezenas de fraudes eletrônicas. No total, 61 pessoas foram indiciadas.

Continua após a publicidade

As penas podem chegar a mais de 30 anos.

Continua após a publicidade

O esquema

Os criminosos clonavam os sites de grandes empresas do ramo de leilão de carros. A diferença entre os sites estava na extensão do endereço, que originalmente era “com.br” e passava a ser “.net”.

Continua após a publicidade

O próximo passo era pagar empresas de marketing digital para promover o link na internet. Quando pesquisado, o site clonado aparecia primeiro que o original.

Continua após a publicidade

O golpe só era identificado quando o automóvel não era entregue, mas nesse ponto não havia como contatar os criminosos. Os telefones dos “clientes” eram bloqueados e impediam a comunicação.

Continua após a publicidade

Lucas Fernando Simões, suposto chefe da organização, fugiu para os Estados Unidos, onde possui uma empresa de aluguel de carros financiada pelos golpes, segundo informações da polícia.

Continua após a publicidade

“O escritório do crime era uma sala alugada num prédio comercial de Santo André que hoje sofreu buscas. Os criminosos batiam ponto das 8 às 18h nessa sala, trabalhando o dia inteiro dando golpes em vítimas em todo o Brasil como se realmente fossem uma empresa”, disse a PCDF ao “G1”.

Continua após a publicidade

*Texto sob supervisão de Diogo Mesquita