Ex-secretário de Itatiba recebia dinheiro de grupo ligado ao PCC

Nome do suspeito apareceu em investigação de fraudes de licitações feita pelo Gaeco

Ex-secretário de Itatiba recebia dinheiro de grupo ligado ao PCC por participar de esquema de licitação no Estado de São Paulo

Ex-secretário de Itatiba recebia dinheiro de grupo ligado ao PCC por participar de esquema de licitação no Estado de São Paulo | Acervo pessoal

Segundo investigação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), o nome do ex-secretário de Administração da Prefeitura de Itatiba (SP) consta na folha de pagamento do Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Eduardo Antônio Sesti Júnior aparece como servidor da organização criminosa, que está sendo investigada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) por fraudes em licitação em todo o Estado de São Paulo.

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Em mensagens conseguidas pelo grupo, Eduardo conversa com a empresa Vagner Borges Dias, uma das envolvidas no esquema de licitação. Confira trecho.

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Vagner Borges: Boa tarde. A licitação está ocorrendo hoje, e vão avaliar preço, planilha e depois chamar para habilitação. Nosso contrato vence dia 14. Não haverá tempo para o término da licitação. Vai prorrogar por mais um tempinho ou dou aviso?

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Eduardo Antônio Sesti Júnior: Boa tarde! Vou falar com o pessoal do governo. Eu acho que não podemos paralisar o serviço.

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Vagner Borges: Sim.

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Eduardo Antônio Sesti Júnior: Minha opinião. Já te dou uma reposta.

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Vagner Borges: Ok.

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O ex-secretário era responsável por acompanhar os processos de licitação e orientar o grupo para continuar contratando as empresas “parceiras”, como a empresa Vagner Borges Dias.

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“Pior, o fazem em conluio com agentes públicos. Facilmente identificável que ‘CESTI’ é Eduardo Antônio Sesti Júnior, secretário de Administração da Prefeitura de Itatiba”, aponta o Gaeco no relatório da denúncia. Inclusive, consta do contrato com a empresa Vagner Borges, que leva o mesmo nome do proprietário, investigado no processo. A empresa é uma das denunciadas a qual Sesti Junior “integra a folha de pagamentos da organização”.

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A operação

Em colaboração com o Ministério Público de São Paulo e com a Polícia Militar, o Gaeco prendeu 13 pessoas, entre elas, três ocupavam o cargo de vereador de diferentes cidades.

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A ação apreendeu quatro armas, 22 celulares, 22 notebooks, R$ 3,5 milhões em cheque, R$ 600 mil em espécie e 8 mil dólares. Os objetos foram levados à sede do Ministério Público na capital.

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A respeito de valores, a operação encontrou as quantidades na “prestação de contas”. De exemplo, o Gaeco relatou um caso quando um membro do grupo tirou R$ 40 mil da casa do dono da Vagner Borges Dias e enviou R$ 5 mil à cidade de Caieiras e R$ 35 mil para Itatiba.

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O Gaeco ainda explica a relação do PCC com diferentes cidades de São Paulo, como Guarulhos, Itatiba, Guararema, Cubatão e Ferraz de Vasconcelos.

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Além destes, São Paulo, Arujá, Santa Isabel, Poá, Jaguariúna, Guarujá, Sorocaba, Buri e outros municípios estão sob análise, segundo informações do “G1”.

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*Texto sob supervisão de Diogo Mesquita