Rede de pedofilia em Campinas utiliza códigos para se comunicar em aplicativos

A operação iniciou após uma denúncia feita por uma ONG internacional

A organização não governamental (ONG) norte-americana conta com o apoio do governo estadunidense e é especializada na proteção de crianças desaparecidas e exploradas

A organização não governamental (ONG) norte-americana conta com o apoio do governo estadunidense e é especializada na proteção de crianças desaparecidas e exploradas | Reprodução/Google Street View

Hoje (28), agentes do 11º Distrito Policial deflagraram uma operação, em Campinas (SP) e Hortolândia (SP),  contra uma rede de pedofilia que utiliza códigos e palavras-chave para se comunicar e identificar em uma plataforma de jogos, além de aplicativos de mensagens.

A operação iniciou após uma denúncia feita por uma ONG internacional.

Denúncia da ONG

A organização não governamental (ONG) norte-americana conta com o apoio do governo estadunidense e é especializada na proteção de crianças desaparecidas e exploradas, afirma ao G1, o delegado Sandro Jonasson.

“De imediato, nós aprofundamos as investigações e chegamos a uma rede de pedófilos que atuam compartilhando, armazenando, encaminhando e produzindo conteúdo de natureza sexual envolvendo crianças e adolescentes, inclusive crianças em tenra idade, as quais nas imagens ainda estão utilizando fraldas”, conta.

Diversos dispositivos de armazenamento de mídia foram apreendidos na manhã de hoje (28).

Suspeito preso

Durante a operação, um homem de 20 anos foi apreendido suspeito de armazenar pornografia infantil no próprio celular. A suspeita é que ele também seja responsável pela produção do material, já que admitiu envolvimento com menores de idade.

A Polícia Civil apreendeu celulares e um computador que pertence à mãe do homem, mas teria sido utilizado para compartilhar conteúdo pornográfico. Segundo o delegado do 11º DP, o suspeito é ex-militar e, atualmente, está desempregado.

O homem também responderá por associação criminosa, pela produção e compartilhamento de conteúdo sexual, envolvendo menores de idade.

*Texto sob supervisão de Diogo Mesquita