O ex-volante de Corinthians, do São Paulo, da Seleção Brasileira e de clubes na China, Rússia e Emirados Árabes, Jucilei da Silva, perdeu R$ 45 milhões investidos em um esquema bilionário envolvendo criptomoedas.
Aposentado desde 2022, Jucilei é uma das vítimas de um esquema de pirâmide que gerou US$ 50 milhões (R$ 280 milhões) de prejuízos a seus investidores, segundo o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, que depositaram dinheiro na empresa Forcount, cujo CEO seria Salvador Molina.
Segundo investigação feita em 2022, a empresa de investimentos de criptomoedas e sistema de pagamento digital movimentou cerca de R$ 4 bilhões.
Em 2023, o ex-jogador profissional de futebol Ronaldinho Gaúcho também se envolveu em um caso de pirâmide financeira com criptomoeda.
Salvador Molina
Nas redes sociais, um homem chamado Salvador Molina aparecia como o CEO da Forcount, entretanto, o verdadeiro dono da empresa seria Francisley Valdevino da Silva, também conhecido como o “Sheik do Bitcoin”.
Devido a esse “deslize”, os agentes americanos pediram mais informações à Polícia Federal brasileira sobre Francisley e foi descoberto que duas de suas empresas (Rental Coins e InterAg) apresentavam irregularidades.
Com isso, o “Sheik do Bitcoin” sofreu com mandados de busca e apreensão em 20 endereços ligados a sua pessoa.
Prisão
Além de Jucilei, outros 15 mil brasileiros foram vítimas do esquema de Francisley, que chegou a ser preso, mas continuou a praticar golpes, tanto que o Sheik do Bitcoin voltou a ser preso em agosto de 2024.
Desta vez, o suspeito usava os nomes de ex-funcionários para abrir empresas e continuar no esquema, segundo informações e vídeos da investigação.
Situação no Brasil e nos EUA
No Brasil, Francisley é suspeito de crimes de lavagem de dinheiro, fraudes contra o sistema financeiro e organização criminosa. Enquanto nos Estados Unidos, ele é réu em um processo semelhante.
O texto conta com informações do portal “GE” e de reportagem exibiba no programa “Fantástico”, neste domingo (15/9).
