Após Ricardo Nunes (MDB) sugerir o limite de três debates neste segundo turno, a campanha de Guilherme Boulos (PSOL) disse que o adversário na capital paulista quer “fugir da comparação de ideias e propostas”.
O que aconteceu
A equipe do atual prefeito argumentou que o próprio Boulos disse no segundo turno de 2020 que seria inviável a realização de mais do que três encontros televisivos. Naquela vez ele também foi para segundo turno, só que com Bruno Covas (PSDB). O primeiro embate entre ambos foi na CNN Brasil, no dia seguinte do fim do primeiro turno.
Segundo a assessoria de Boulos, em nota divulgada nesta terça-feira (8/10), não é correto comparar os dois pleitos, já que em 2020 o mundo vivia um período de pandemia da Covid-19. Além disso, a campanha de segundo turno daquele ano havia sido de apenas duas semanas – desta vez são três semanas.
“O atual plano de fuga da campanha adversária expõe uma questão que merece ser refletida pelos eleitores: por que Ricardo Nunes se esconde?”, questionou a nota.
“Ricardo Nunes deve respostas à cidade de São Paulo e ao seu eleitor – esclarecimentos que, infelizmente, não foram feitos durante um primeiro turno pautado pela truculência e mentiras”, completou.
A equipe do psolista ainda afirmou que participará de todos os debates propostos pela imprensa.
Pedido de Nunes
Os assessores do prefeito propuseram aos veículos de comunicação nesta segunda-feira (7/10) a redução de debates do segundo turno. Segundo ele, outro dos 12 veículos que fizeram pedido de realização de debates têm conversado sobre a realização de debates em conjunto.
Segundo a nota enviada pela equipe, Boulos havia feito o mesmo pedido em 2020.
“Esperamos que Guilherme Boulos – que já desdisse sobre Venezuela, legalização de drogas e desmilitarização das polícias – não mude de opinião também sobre esse assunto”, completou a nota.
