Uma nova linhagem da covid-19 foi detectada e está se espalhando pelo Brasil. Chamada de xec, a mutação é uma subvariante da ômicron e surgiu em junho de 2024, na Alemanha.
Gonzalo Vecina Neto, médico sanitarista e professor de Saúde Pública da USP, e também ex-presidente da Anvisa, explicou que essas variantes “surgem de tempos em tempos porque o vírus está continuamente sofrendo mutações”.
Ele complementou afirmando que, parte dessas mutações, se sobrepõem às mutações anteriores, como é o caso da xec, por exemplo.
O que é a xec, variante de covid-19?
A xec foi classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como “sob monitoramento” desde setembro de 2024, mas não é considerada uma variante preocupante por agora, embora sua disseminação seja rápida. É uma subvariante da ômicron.
Esta classificação dada pela OMS, tem a ver com as mutações, que podem proporcionar uma vantagem de crescimento em relação a outras linhagens em circulação.
A variante já circula em três estados: São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
Casos mundiais
A xec se espalhou rapidamente pela Europa, Américas, Ásia e Oceania. Mais de 35 países já registraram casos dessa variante.
Monitoramento
Na avaliação de Vecina Neto, a nova variante já pode estar em muitos outros estados do Brasil, uma vez que o País não faz vigilância genômica para acompanhar o impacto da chegada de novas linhagens do coronavírus.
Este fato traz uma consequência de maior propagação do vírus no País.
Alerta, sintomas e prevenção
O alerta da nova variante segue o padrão para as pessoas idosas e com comorbidades.
Os sintomas são similares aos de outras variantes que marcaram presença no País:
- febre;
- dor de garganta;
- tosse;
- dores no corpo;
- perda de olfato e;
- apetite.
A prevenção deve ser feita da mesma maneira, com higiene das mãos com álcool 70 e o uso de máscara em locais aglomerados.
Vacinação
O sanitarista afirmou que as vacinas que estavam sendo aplicadas seguem válidas, porém, é necessário cobrar das autoridades o imunizante nos postos de saúde.
Segundo o planejamento da Saúde, atualmente, o País deveria estar na sétima dose da vacina contra a covid-19.
Em 2024, o Brasil já registrou 5 mil mortes por covid. O sanitarista explicou que isso se deve a um conjunto de fatores, mas que os principais, além da falta de vacina, são a idade e as comorbidades.
No mundo, o número de casos de mortes por covid diminuiu, assim como no Brasil.
