Os acidentes causados pelos fogos de artifício provocam de lesões auditivas e visuais até queimaduras, que atingem, muitas vezes, grandes extensões das superfícies corporais.
Segundo a Secretária da Saúde estadual de São Paulo, esses acontecimentos costumam causar a necessidade de tratamento médico com hospitalização, além de desfiguração, incapacidade e cicatrizes. As queimaduras são divididas em primeiro, segundo e terceiro grau.
Diminuição de casos
Em território paulista, de janeiro a outubro deste ano, foram registrados 30 atendimentos hospitalares por acidentes com fogos de artifícios, 35% a menos do que no mesmo período do ano passado.
Ainda segundo o governo, o perigo de queimaduras de segundo grau, que envolvem cabeça, tronco e membros superiores, requer atenção e cuidado.
Em casos de acidente é importante que a área lesada seja lavada imediatamente em água corrente, em temperatura ambiente, entre 15 a 20 minutos e, logo após, o paciente seja levado até uma unidade de pronto atendimento. Não é recomendado a aplicação de receitas caseiras para o tratamento da queimadura.
Lei paulista
Desde 2021, uma lei paulista proíbe a utilização de fogos perto de crianças, idosos e animais de estimação, mais sensíveis ao estampido. A proposta autoriza, no entanto, a comercialização e manuseio dos fogos de vista, que produzem efeito visual sem ruídos.
Veja como soltar fogos com segurança
Segundo a Secretaria da Saúde estadual, as principais sugestões para manusear fogos com segurança são:
- Adquirir os fogos apenas em locais autorizados;
- não armazenar grande quantidade de fogos em um único local;
- nunca soltar rojão segurando diretamente na mão, o ideal é entrepor com vários rojões já usados ou mesmo varetas, deixando uma distância de pelo menos 60 cm da mão e afastado do rosto;
- mão apontar para onde há pessoas circulando;
- evitar proximidade com fios elétricos;
- se beber, não solte fogos ou brinque próximo a fogueiras.
