Outro policial militar é preso suspeito de participar da execução de Vinícius Gritzbach

Soldado da PM Ruan Silva Rodrigues foi preso na sede do 20° Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M), em Barueri

Crime aconteceu no dia 8 de novembro de 2024, no saguão do Aeroporto Internacional de São Paulo

Crime aconteceu no dia 8 de novembro de 2024, no saguão do Aeroporto Internacional de São Paulo | Reprodução/TV Globo

A Corregedoria da Polícia Militar prendeu nesta terça-feira (21/1) um policial militar apontado como o segundo atirador no assassinato do delator do PCC e empresário, Vinícius Gritzbach.

O crime aconteceu no dia 8 de novembro de 2024, no saguão do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na Grande São Paulo.

A prisão do suspeito foi efetuada na sede do 20° Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M), em Barueri, onde trabalha. Ele será encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes (PMRG).

Ao todo, já são 17 PMs presos por envolvimento no caso. A prisão temporária foi decretada pela Justiça Militar e pela Justiça comum.

Com essa prisão, o número de detidos pelo envolvimento no caso chega a 26, dos quais 17 são policiais militares, cinco policiais civis e outras quatro pessoas relacionadas ao homem apontado como olheiro do crime, que está foragido.

O soldado da PM Ruan Silva Rodrigues, ao saber que foi identificado, teria procurado a administração do Batalhão para pedir licença. A informação chegou até a Corregedoria, que imediatamente recolheu o PM.

Outras prisões

Na última quinta-feira (16/1), 15 policiais militares foram presos em uma operação da Corregedoria, suspeitos de participação na morte do delator. Saiba quem são eles.

De todas as prisões, 19 delas ocorreram a partir da última quinta-feira (16/1). A namorada do olheiro que entregou Gritzbach também foi presa.

A investigação descobriu que o cabo Denis Martins, apontado como o primeiro executor, o tenente Fernando Genauro, identificado como o motorista, e o soldado Ruan trabalharam juntos.

O caso é rigorosamente investigado pela Força-Tarefa criada pela Secretaria da Segurança Pública, que inclui o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e as corregedorias das polícias Civil e Militar.

Em outra ação do DHPP no último sábado (18/1), um tenente da Polícia Militar, identificado como Fernando Genauro da Silva, de 33 anos, foi preso.

Fernando é investigado por supostamente ser o condutor do veículo VW Gol preto utilizado na execução do crime.