O Sambódromo do Anhembi vai virar um grande tabuleiro em 2025. A Sociedade Rosas de Ouro, escola do Grupo Especial de São Paulo, trará um enredo contando a história dos jogos.
Presentes na cultura humana desde a antiguidade, os jogos refletem valores, habilidades e costumes de cada época. As alas representarão essa relação histórica de forma lúdica, colorida e, claro, muito carnavalesca.
Depois de uma fase complicada, a escola aposta no enredo para “virar o jogo”. A Rosas de Ouro quase foi rebaixada ao Grupo de Acesso nos últimos dois anos.
“O clima da quadra está muito bom esse ano. As pessoas estão cantando bastante todo o enredo. Isso é importante no desfile, se divertir”, declara Ana Beatriz Godói, rainha de bateria da escola.
Panorâma histórico
O abre-alas do enredo será o Cassino Brasilândia, trazendo uma identidade visual que conversa com a comunidade onde nasceu a Rosas de Ouro. Essa identificação é um ponto de destaque em toda a apresentação.
O enredo avançará com o princípio dos jogos em lugares como a China, Grécia Antiga e o Egito. Depois será mostrado como essa atividade foi demonizada e proibida durante a Idade Média.
Ana Beatriz conta que os carros estão decorados formando uma linha do tempo. “No primeiro setor, a bateria conta a história bem da antiguidade, dos sumérios. Eu vou representar a flor dos sumérios”, conta a rainha de bateria.
Já nos tempos contemporâneos, as referências passearão entre jogos de tabuleiro, jogos tradicionais e até mesmo videogames. O final do desfile formará uma espécie de RPG da Rosas de Ouro, misturando personagens famosos dos games.
A escola se preocupa com a representação das apostas online, debatidas no cenário político e social brasileiro. Eles deixam claro que não são patrocinados pelas chamadas bets e que a apresentação tem um viés cultural.
Figurinos elaborados e cheios de referências
A rainha de bateria da Rosas de Ouro vem arrasando em suas fantasias nos ensaios técnicos. Ela esteve na Gazeta para uma entrevista e contou detalhes sobre os bastidores do Carnaval.
No primeiro ensaio técnico, Ana Beatriz usou um figurino de cartas cravejado de cristais. Já no segundo, foi mais simbólica e se vestiu como uma tigresa, em referência ao jogo online.
No último ensaio, a rainha se inspirou no jogo do bicho e se fantasiou de pavão. Ela afirma que os ensaios técnicos são fundamentais na preparação para o desfile.
“Todo ano mudam-se as regras. Então, temos que ficar realmente atentos aos mínimos detalhes e os ensaios servem para ajustar todos eles”, diz Ana Beatriz em entrevista à Gazeta.
