Parque da Água Branca afasta aves e mantém confinamento definitivo

Galinhas, patos e pavões viverão permanentemente em área separada do parque

Aves no Parque da Água Branca, na zona oeste de São Paulo

Aves no Parque da Água Branca, na zona oeste de São Paulo | Bruno Hoffmann

As diversas espécies de aves que viviam soltas no Parque da Água Branca, na zona oeste de São Paulo, permanecerão apartadas do público definitivamente. A informação foi confirmada pela concessionária Reserva Parques à Gazeta nesta quarta-feira (26/3).

Segundo a empresa, que passou a gerir a área verde em 2022, o confinamento das galinhas, patos e pavões, entre outras espécies, foi necessária por causa de alimentos inadequados oferecidos pelos visitantes, animais soltos na avenida, questões fitossanitárias, entre outras ocorrências.

Quando tomou a decisão, em 2023, a concessionária havia informado que a medida tinha como motivação apenas a decretação de emergência por conta da gripe aviária feita pelo governo federal.

2 mil aves doadas

A concessionária doou mais de duas mil aves para outras instituições, e a população caiu de 2,6 mil para pouco mais de 600. A Reserva Parques havia adotado tom de mistério no ano passado se de fato doaria as aves.

Segundo o grupo, os animais restantes ocupam hoje uma área de mais de 2,5 mil metros quadrados e são cuidados por biólogos e veterinários, com tratamento, alimentação e manejo adequado.

A empresa também informou que os visitantes podem interagir e entrar no espaço acompanhados pela equipe de educação ambiental, e que o confinamento nada tem a ver com os eventos que a área verde recebe, como a CasaCor, que será sediada no local a partir de 27 de maio.

Menos animais

A proposta de doação de parte das aves foi apresentada por representantes da Reserva Parques em uma reunião do conselho em 2023. Na sequência foi iniciado processos burocráticos para concretizar a ação.

Os bichos foram recolhidos e estão apartados do público desde 2023, após uma portaria do Ministério de Agricultura e Pecuária declarar estado de emergência em todo o País por conta da gripe aviária.

Segundo a Reserva Parques, um estudo feito pela USP em 2018 revelou que a população de animais no local é excessiva, e por isso a doação seria uma necessidade.

A concessionária também afirmou que a doação não descaracterizaria “a vocação agrícola do parque”.