Ex-marido assassina enfermeira dentro da UBS onde ela trabalhava

Vítima foi atingida no tórax, abdômen e braços com uma faca

Caso ocorreu dentro da Unidade Básica de Saúde (UBS) Dra. Maria Da Glória Novaes Ramires Ferreira, em Avaré

Caso ocorreu dentro da Unidade Básica de Saúde (UBS) Dra. Maria Da Glória Novaes Ramires Ferreira, em Avaré | Divulgação/CMA

Uma enfermeira de 40 anos foi assassinada a facadas pelo ex-marido na Unidade Básica de Saúde (UBS) Dr.ᵃ Maria Da Glória Novaes Ramires Ferreira, no bairro Vera Cruz, em Avaré, no interior de São Paulo.

O caso ocorreu na manhã de terça-feira (27/5). Márcia de Fátima Meira foi atacada durante o expediente e não resistiu aos ferimentos, apesar de ter sido submetida a cirurgia.

O suspeito é Tani Roberto Neres Meira, também de 40 anos, preso em flagrante no local.

Segundo a Polícia Civil, o homem invadiu o posto de saúde pelo portão lateral, aguardou o momento em que a ex-mulher ficou sozinha na sala de atendimento e trancou a porta antes de desferir os golpes.

Márcia foi atingida no tórax, abdômen e braços. A faca usada no crime e o celular do agressor foram apreendidos.

A vítima havia sido casada com o agressor por 20 anos e deixa uma filha.

Na manhã de ontem, o corpo de Amanda Caroline de Almeida, de 31 anos, também vítima de feminicídio, que estava desaparecido desde a manhã de segunda-feira (19/5), foi encontrado.

Luto e serviço suspenso

O prefeito de Avaré, Roberto Araújo (PL), lamentou o crime em suas redes sociais: “Márcia era luz, cuidado, empatia. Uma profissional comprometida e uma mulher que jamais será esquecida. Este luto é de todos nós.”

A prefeitura decretou luto oficial de três dias e suspendeu o atendimento no posto de saúde até sexta-feira (30/5).

Em nota, destacou o caráter trágico do feminicídio: “Mãe, enfermeira dedicada e respeitada por colegas e pacientes, Márcia foi atacada dentro do próprio local de trabalho, sem nenhuma chance de defesa.”

O corpo da enfermeira foi velado e sepultado nesta quarta-feira (28/5) no Cemitério Municipal de Avaré. A reportagem não conseguiu contato com a defesa do acusado, que passou por audiência de custódia e segue preso.

A Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP-SP) informou que o caso foi registrado como feminicídio e violência doméstica.