Protesto por Cristina Kirchner lota Praça de Maio na Argentina

Manifestações são contra prisão domiciliar da ex-presidente

Condenação de Kirchner leva multidão à Praça de Maio

Condenação de Kirchner leva multidão à Praça de Maio | Alessia Maccioni/REUTERS/Folhapress

Manifestantes peronistas lotaram a Praça de Maio, em Buenos Aires, na Argentina, nesta quarta-feira (18/6), em protesto contra a confirmação da condenação da ex-presidente Cristina Kirchner a seis anos de prisão por corrupção.

Kirchner foi condenada por administração fraudulenta de contratos de obras públicas em Santa Cruz, antiga província de seu marido, Néstor Kirchner. 

A pena foi confirmada pela Câmara Federal de Cassação Penal em novembro de 2024 e pela Suprema Corte da Argentina neste mês.

Nesta terça-feira (17/6), um tribunal concedeu a ela o benefício da prisão domiciliar, que começaria a ser cumprida por sua idade, 72 anos, com monitoramento eletrônico.

Com a decisão, Cristina tem cinco dias úteis para se apresentar voluntariamente para ser presa e ficará inelegível para cargos públicos pelo resto da vida. 

A condenação da ex-presidente já havia sido confirmada por duas instâncias da Justiça argentina. Cristina, no entanto, aguardava em liberdade a análise do recurso apresentado à Suprema Corte.

Protestos

Os apoiadores de Kirchner pretendiam “acompanhar Cristina e exigir sua liberdade” até a audiência, como disse o senador Eduardo de Pedro nas redes sociais.

No entanto, como a ex-presidente foi condenada à prisão domiciliar, não há necessidade de comparecer pessoalmente na audiência.

Mesmo sem obrigação legal de presença, os apoiadores foram às ruas em ato de apoio.

“A ação de solidariedade a Cristina e em defesa dos direitos humanos políticos, econômicos, sociais e culturais dos argentinos não será suspensa por nenhum motivo”, anunciou o líder de esquerda Juan Grabois, conforme informações da Agência AFP.

As manifestações começaram por volta das 14h (horário de Brasília, o mesmo da Argentina), na Praça de Maio, em frente à sede do governo.