Operação no maior aeroporto do Brasil intercepta crânio de girafa e troféu de leão

Cargas não estavam listadas na Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres

Ausência da licença levou à apreensão imediata do material

Ausência da licença levou à apreensão imediata do material | UT Guarulhos/Ibama

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu duas cargas com partes de animais silvestres durante uma fiscalização no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na Grande São Paulo.

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Entre os itens apreendidos no maior aeroporto do Brasil estavam oito partes da girafa-do-norte, incluindo crânio, pele, mandíbula e quatro ossos das pernas, além de um troféu de caça de leão-africano.

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As cargas não estavam acompanhadas da documentação exigida pela Convenção Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Fauna e Flora Silvestres (Cites), documento obrigatório para o transporte internacional dessas espécies. A apreensão ocorreu na última quarta-feira (18/6).

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Em janeiro deste ano, uma bagagem chegou ao Aeroporto Internacional de São Paulo, com ratos empalados, morcegos, camaleões, cabeças de cobra, bagres secos e até a cabeça de um cachorro.

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Ausência da licença

A ausência da licença levou à apreensão imediata do material. Os itens permanecerão sob guarda do Ibama até a conclusão dos trâmites administrativos, que definirão seu destino conforme a legislação ambiental brasileira e os protocolos internacionais.

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Regulamentação

A Cites é um acordo internacional que regula o comércio de espécies ameaçadas e busca evitar riscos à sua sobrevivência. O Brasil é signatário desde 1975 e o Ibama é o órgão responsável pela emissão das autorizações.

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O comércio ilegal de animais silvestres e de seus derivados é um dos crimes ambientais mais lucrativos do mundo. Segundo o Ibama, essa prática contribui para o desequilíbrio ecológico, ameaça espécies e pode contribuir para a disseminação de doenças zoonóticas.