Filho com rotina sedentária? O motivo pode ser você, revela estudo

Estímulo à atividade física começa com a mudança dos pais

O sedentarismo pode desencadear diversas doenças

O sedentarismo pode desencadear diversas doenças | Imagem gerada por IA

O sedentarismo infantil tem se intensificado nas últimas décadas, acompanhando mudanças no estilo de vida moderno.

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Crianças passam mais tempo dentro de casa, expostas a telas e tecnologias, enquanto o espaço para brincadeiras e atividades físicas encolhe.

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Esse cenário, por si só, já é preocupante, mas se torna ainda mais alarmante quando os adultos responsáveis também mantêm uma rotina inativa, criando um ambiente doméstico pouco favorável ao movimento.

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Segundo estudo da Unesp (Universidade Estadual Paulista), existe uma correlação direta entre o nível de atividade física dos pais e o comportamento motor dos filhos.

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A pesquisa, baseada em dados de acelerômetros, monitorou durante uma semana a rotina de 182 crianças e adolescentes, assim como de seus pais.

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Os resultados reforçam a ideia de que os filhos tendem a adotar os mesmos padrões dos adultos, tornando-se igualmente inativos quando convivem com pais que se movimentam pouco no dia a dia.

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Exemplos cotidianos têm impacto profundo na formação de hábitos

A influência dos pais vai além daquilo que se fala ou se ensina verbalmente. São os comportamentos diários, silenciosos e constantes que moldam a visão que as crianças têm do mundo e, principalmente, de si mesmas.

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Se a criança observa que seus pais dedicam tempo a atividades físicas, por mais simples que sejam, ela tende a desenvolver uma percepção positiva do movimento e a incluí-lo espontaneamente em sua própria rotina.

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Por outro lado, quando o ambiente doméstico é dominado por longos períodos de inatividade, como horas assistindo TV ou navegando em redes sociais, o corpo infantil aprende que o repouso é a norma.

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Mesmo sem ordens explícitas, os pais acabam transmitindo um modelo de comportamento passivo, que influencia a formação de hábitos que podem se estender até a vida adulta. A prevenção, nesse contexto, passa a ser uma responsabilidade compartilhada.

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Influência materna se destaca nas escolhas físicas das crianças

Durante a análise dos dados, os pesquisadores identificaram um aspecto especialmente relevante: o comportamento da mãe exerce influência ainda mais significativa sobre a atividade física dos filhos do que o do pai.

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Essa diferença pode estar relacionada à maior presença das mães na rotina infantil, seja por questões culturais, seja pela divisão tradicional de tarefas domésticas e de cuidado em muitas famílias brasileiras.

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Essa proximidade favorece a construção de vínculos comportamentais mais intensos. Quando a mãe se mostra ativa, envolvida em atividades físicas ou mesmo tarefas do cotidiano que exigem movimento, os filhos tendem a seguir esse padrão.

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Isso não exclui a importância da figura paterna, mas reforça a necessidade de que todos os responsáveis, independente do gênero, estejam conscientes do impacto que seus próprios hábitos têm na formação dos filhos.

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Consequências da inatividade vão além do físico

O sedentarismo na infância não é apenas um fator de risco para ganho de peso. Ele está associado a uma série de problemas de saúde física e mental, como alterações cardiovasculares, distúrbios metabólicos, baixa autoestima e dificuldades de socialização.

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Crianças com pouca exposição ao movimento apresentam mais chances de desenvolver quadros de ansiedade, depressão e desmotivação escolar, mesmo em fases precoces da vida.

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Além disso, a inatividade tende a se perpetuar. Crianças que não se movimentam tornam-se adolescentes igualmente parados e, com o tempo, adultos com menor disposição e mais vulneráveis a doenças crônicas.

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Por isso, estimular a movimentação desde cedo é mais do que uma medida preventiva — é uma forma de garantir qualidade de vida a longo prazo. E esse estímulo precisa ser contínuo, começando dentro do próprio lar.

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Mobilizar famílias é essencial para combater o sedentarismo infantil

A pesquisa fornece subsídios importantes para a formulação de políticas públicas que levem em consideração o núcleo familiar como principal agente na mudança de hábitos.

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Não basta criar campanhas de incentivo à atividade física nas escolas se o ambiente em casa continua reforçando a inatividade.

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Programas comunitários e ações de saúde pública precisam envolver os pais como protagonistas nesse processo.

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Além de orientações específicas, é fundamental oferecer condições para que as famílias consigam adotar uma rotina mais ativa: espaços públicos seguros, incentivo à mobilidade urbana a pé ou de bicicleta e campanhas educativas acessíveis a diferentes realidades socioeconômicas.

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O combate ao sedentarismo infantil não depende apenas da criança  ele exige o engajamento de toda a família, sobretudo dos adultos que servem como modelo diário para os mais jovens.