Publicidade

X

Esportes

STJD estuda denúncia ao Atlético-MG por grito homofóbico que cita Bolsonaro

Durante o intervalo do clássico com o Cruzeiro, alguns torcedores do Atlético provocaram os rivais com um grito homofóbico: "Cruzeirense, toma cuidado, o Bolsonaro vai matar veado" Por Folhapress

dothCom Consultoria Digital

Publicado em 17/09/2018 às 19:30

Comentar:

Compartilhe:

A-

A+

Publicidade

Os gritos homofóbicos em que parte da torcida do Atlético-MG cita o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) para provocar os torcedores do Cruzeiro no Mineirão, na tarde desse domingo (16), podem causar punição ao próprio clube. Ciente do ocorrido, a Procuradoria-Geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) garante que "o fato não passará em branco".

O órgão ainda estuda imagens e aguarda o recebimento da súmula da partida, apitada por Rafael Traci (PR), para fazer uma possível denúncia sobre o caso.

Na ocasião, durante o intervalo do clássico válido pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro, alguns torcedores provocaram os rivais com um grito homofóbico: "Cruzeirense, toma cuidado, o Bolsonaro vai matar veado".

Não há um artigo do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) que estabeleça punições por homofobia. No entanto, a própria Procuradoria-Geral avalia a possibilidade de enquadrar o fato em outro artigo.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Procuradoria-Geral do STJD se pronunciou sobre o fato.

"Já estamos cientes do ocorrido. A Procuradoria repudia o fato e afirma que o caso não vai passar em branco. As imagens e súmula serão analisadas para saber exatamente qual o artigo em que será enquadrado. É necessário aguardar o recebimento da súmula para análise e liberação da possível denúncia", informou.

Em caso de oferecimento de denúncia, o clube seria o alvo da Procuradoria-Geral do STJD. O fato se dá, porque os torcedores, mesmo identificados, não são jurisdicionados no órgão. Neste caso, é o Atlético quem responde pela conduta de seus torcedores.

Vale lembrar que, na noite de domingo (16), o Atlético-MG se manifestou sobre o fato e repudiou a atitude daqueles que entoaram o cântico nas cadeiras do Mineirão.

"O CAM (Clube Atlético Mineiro) lamenta profundamente as manifestações homofóbicas de parte dos torcedores, no jogo deste domingo, no Mineirão. Reiteramos nosso repúdio a quaisquer gestos de preconceito ou de incitação à violência. A maior torcida de Minas é composta por pessoas de todas as classes sociais, raças e gêneros, não cabendo qualquer tipo de discriminação. Isso não faz parte da nossa gloriosa história", escreveu o clube.

Apoie a Gazeta de S. Paulo
A sua ajuda é fundamental para nós da Gazeta de S. Paulo. Por meio do seu apoio conseguiremos elaborar mais reportagens investigativas e produzir matérias especiais mais aprofundadas.

O jornalismo independente e investigativo é o alicerce de uma sociedade mais justa. Nós da Gazeta de S. Paulo temos esse compromisso com você, leitor, mantendo nossas notícias e plataformas acessíveis a todos de forma gratuita. Acreditamos que todo cidadão tem o direito a informações verdadeiras para se manter atualizado no mundo em que vivemos.

Para a Gazeta de S. Paulo continuar esse trabalho vital, contamos com a generosidade daqueles que têm a capacidade de contribuir. Se você puder, ajude-nos com uma doação mensal ou única, a partir de apenas R$ 5. Leva menos de um minuto para você mostrar o seu apoio.

Obrigado por fazer parte do nosso compromisso com o jornalismo verdadeiro.

VEJA TAMBÉM

ÚLTIMAS

CONFUSÃO NA CÂMARA

VÍDEO: Deputado do PSOL troca empurrões com deputado do União e expulsa com chutes integrante do MBL

As agressões ocorreram no fim do corredor das comissões da Câmara, local com intensa movimentação de políticos e assessores

TENTATIVA DE FEMINICÍDIO

Homem queima namorada após discussão no interior de SP

Vítima está com estado de saúde instável; homem foi preso e caso segue em investigação

©2021 Gazeta de São Paulo. Todos os Direitos Reservados.

Layout

Software

Newsletter