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Grande São Paulo

Sem-teto fecham rodovia em protesto por moradia

Cerca de 100 integrantes participaram do ato que gerou cinco quilômetros de congestionamento na rodovia Régis Bittencourt Por Matheus Herbert De São Paulo

dothCom Consultoria Digital

Publicado em 20/09/2018 às 20:34

Atualizado em 21/09/2018 às 13:56

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Famílias de sem-teto fizeram no final da manhã de hoje (20) um protesto por habitação na rodovia Régis Bittencourt, na altura de Taboão da Serra. Cerca de 100 integrantes participaram do ato que gerou cinco quilômetros de congestionamento na rodovia. As famílias ocupam um terreno particular de 136 mil m² na avenida Castelo Branco, no bairro Parque Laguna, também em Taboão da Serra.

Os manifestantes saíram da ocupação e utilizaram a Régis para chegar até a sede da prefeitura, no Parque Assunção. O objetivo dos integrantes era conversar com o prefeito Fernando Fernandes (PSDB) sobre a situação da área e uma possível negociação para que não haja reintegração de posse.

Até o fechamento desta edição a Prefeitura de Taboão da Serra não informou se houve o encontro.

Ocupação

A Gazeta acompanha a ocupação irregular na área desde o mês de junho. Na última semana a reportagem esteve no local que abriga mais de 1.200 famílias sem-teto. Em julho, o espaço abrigava cerca de 300 famílias. O terreno tinha sofrido processo de reintegração de posse em julho do ano passado e já tinha sido invadido outras vezes.

O crescimento da ocupação irregular é reflexo da crise econômica que o País passa e também do déficit habitacional da cidade, que sofre com a falta de terrenos para a construção de moradias e um adensamento populacional recorde. Hoje são 14.012 habitantes por km², em uma cidade com apenas 20,38 km². O déficit habitacional de Taboão é de mais de 10 mil famílias, de acordo com dados da prefeitura do ano de 2010.

“Além das 1.200 famílias que vivem aqui, temos uma fila de espera com mais de 100 famílias cadastradas. Estamos dialogando com a prefeitura e queremos comprar a área que está abandonada. As famílias que vivem aqui são do bem e se ajudam”, disse um dos líderes do movimento Marcos Torres, na última semana.

De acordo com Leandro Cavalca, outro líder da ocupação, as famílias não pertencem a nenhum movimento social partidário e fazem parte da “Associação A.B.A.M.D na Luta por Moradia Digna”.

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