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Níveis de produção e emprego na construção civil mantêm baixa em agosto, diz CNI

Em uma escala na qual valores abaixo de 50 pontos significam retração, o índice de atividade na indústria da construção ficou em 47,8 pontos em agosto Por Estadão Conteúdo

dothCom Consultoria Digital

Publicado em 28/09/2018 às 03:30

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Os níveis de produção e do emprego na indústria da construção continuaram em baixa em agosto, de acordo com sondagem divulgada nesta quinta-feira, 27, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Com isso, as expectativas do setor para os próximos meses pioraram no levantamento realizado no começo de setembro.

Em uma escala na qual valores abaixo de 50 pontos significam retração, o índice de atividade na indústria da construção ficou em 47,8 pontos em agosto. O indicador significa que a queda na produção do setor no mês passado foi maior que a verificada em julho, quando o índice ficou em 48 pontos.

A extensão da queda da atividade na indústria é tão marcante, que o nível de atividade em relação ao usual para agosto registrou apenas 35,4 pontos, um resultado bem distante da linha divisória dos 50 pontos, que indica a média de produção para o mês.

Da mesma forma, o índice de número de empregados voltou a registrar fechamento de vagas de trabalho no setor. Em agosto, o indicador ficou em 46,1 pontos, abaixo dos 46,2 pontos de julho.

Mesmo com retração na produção e no emprego, a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) da indústria da construção aumentou em agosto, de 58% para 60%. O resultado, porém, ainda está abaixo da média histórica do indicador, que é de 62%.

Expectativas

Com a piora dos indicadores de agosto, os empresários do setor ficaram menos otimistas em setembro. Em uma escala na qual valores abaixo dos 50 pontos significam pessimismo, o Índice de Confiança da indústria construção civil recuou de 51,8 pontos em agosto para 50,8 pontos neste mês.

A componente do índice que mede a avaliação sobre a situação atual da economia e dos negócios recuou de 45 pontos para 44,2 pontos. Já a componente que mede as expectativas do setor caiu de 55,3 pontos para 54,1 pontos.

Dentre as expectativas para os próximos seis meses, pioraram as perspectivas sobre nível de atividade, contratação de novos empreendimentos e serviços, compra de insumos e matérias primas e contratação de empregados. Apenas a intenção de investimento deixou de piorar no mês, embora esteja em 32,5 pontos, um patamar que ainda indica bastante pessimismo.

"Dois fatores principais contribuíram para a reversão da expectativa: temos dados que mostram a economia em compasso de espera e temos o cenário político. Por conta disso, percebemos uma interrupção de uma sequência de duas melhoras nos indicadores de expectativas", explicou o economista da CNI Marcelo Azevedo. "A confiança é importante porque, quando o empresário está seguro com a economia brasileira, isso impacta em sua decisão de investir e de contratar", completou.

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