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Pacientes reclamam de falta de medicamento para câncer

De acordo com médico responsável pelo programa no Centro de Referência e Treinamento, um erro fez com que estoque acabasse Por Marcelo Tomaz De São Paulo

dothCom Consultoria Digital

Publicado em 27/09/2018 às 20:40

Atualizado em 28/09/2018 às 14:34

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Pacientes que lutam contra o câncer reclamam da falta de um medicamento para continuarem seus tratamentos no Centro de Referência e Treinamento da rua Santa Cruz, na Vila Mariana, zona sul de São Paulo.

A unidade, referência normativa da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, avalia e coordena o programa estadual para Prevenção, Controle, Diagnóstico e Tratamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) no território paulista.

O medicamento em questão, chamado doxorrubicina, é utilizado para sessões quimioterápicas em pacientes oncológicos imunodeprimidos. “Minha última sessão de quimioterapia aconteceu no dia 5 de setembro. Eu tinha outra marcada para o dia 20, mas me ligaram avisando que acabou a medicação e que não havia prazo para entrega”, relata um paciente de 32 anos, que prefere não ser identificado.

De acordo com Artur Kalichman, médico responsável pelo programa, um erro administrativo fez com que o estoque da doxorrubicina acabasse sem reposição. “Nós temos cerca de 30 pacientes fazendo esse ciclo de tratamento. O medicamento começou a faltar no dia 19. Havia um processo de compra, com empenho já realizado, mas uma falha interna provocou o atraso”, expõe.

Kalichman garante que, mesmo com os atrasos, do ponto de vista clínico não haverá prejuízos para os pacientes. “A empresa que distribui o medicamento afirmou que fará a entrega até a próxima quarta-feira. É claro que é muito ruim para o paciente qualquer atraso ou desmarcarmos sessões, já que o ciclo atrasa. Esse desconforto existe, mas estamos tentando minimizar as dificuldades”, afirma.

Segundo a instituição, dos 28 pacientes que utilizam a doxorrubicina, 17 não foram prejudicados, mas 11 deles terão o tratamento atrasado em duas semanas. Ainda segundo Kalichman, dos 500 medicamentos disponíveis na unidade, desde dipirona até quimioterápicos, apenas 3% está em falta, sendo que a maior parte conta com um ou mais substitutos.

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