Um júri popular da Justiça de São Paulo absolveu o ex-presidente da Gaviões da Fiel, R. de A.L.F., no começo da noite desta quarta. O torcedor foi acusado de atirar e matar D.L.B., da torcida Mancha Alviverde, em uma briga na estação Tatuapé do metrô, na zona leste de São Paulo, em 16 de outubro de 2005.
A absolvição veio em um resultado apertado: 4 votos a 3 dos jurados. O promotor Rubens Marconi afirmou que vai recorrer da decisão anunciada pelo juiz Luís Filipe Vizotto Gomes.
A briga, de acordo com a promotoria, começou após corintianos atacarem os palmeirenses antes de um jogo entre os clubes no estádio do Morumbi. A torcida estava armada com pau, ferro e pedras. Mais de 50 torcedores foram detidos pela polícia, mas liberados no mesmo dia.
No dia da partida, DL.B. saiu de Bragança Paulista, onde morava, e encontrou-se com o pai em São Paulo para seguir ao estádio. Ao desembarcar na estação Tatuapé para fazer uma baldeação, levou um tiro nas costas e morreu no hospital.
O jovem de 23 anos havia recebido o apelido por causa da semelhança com um atacante colombiano que defendeu o Palmeiras entre 2001 e 2006. A arma usada no crime nunca foi encontrada.
O Ministério Público, em outro processo, acusou mais 13 corintianos de agredirem oito palmeirenses no mesmo confronto. A ação prescreveu e foi extinta.