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'Não se troca de Constituição como se muda de roupa', critica Ciro

Para Ciro, não se deve permitir que um presidente faça alterações na legislação federal com o risco de alterar a correlação de forças entre os poderes do país Por Folhapress De São Paulo

dothCom Consultoria Digital

Publicado em 02/10/2018 às 01:30

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Em uma crítica a Jair Bolsonaro (PSL) e a Fernando Haddad (PT), o candidato do PDT à sucessão presidencial, Ciro Gomes, classificou nesta segunda-feira (1º) como um "itinerário da loucura" proposta de formulação de um novo texto constitucional.

Para ele, não se convoca uma Assembleia Constituinte "como se muda de roupa" e não se deve permitir que um presidente faça alterações na legislação federal com o risco de alterar a correlação de forças entre os poderes do país.

"A Constituição é a lei que protege a população e a gente não pode trocá-la como se muda de roupa. Tudo o que é mais importante está nela", disse, em entrevista à Rádio Arapuan, da Paraíba.

Em debate, promovido pela TV Record, Haddad defendeu a criação de condições para que seja feita uma Constituição mais "moderna" e "enxuta". No mês passado, o vice de Bolsonaro, Hamilton Mourão, sugeriu também um novo texto constitucional feito por um conselho de notáveis.

Ciro disse ainda que, caso seja eleito, não concederá um indulto ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apesar de considerar a sua condenação questionável. Segundo ele, não se pode dar o perdão a uma única pessoa e o caso do petista, preso desde abril, ainda não transitou em julgado.

"Ele ainda tem recursos tanto no STF (Supremo Tribunal Federal) como no STJ (Superior Tribunal de Justiça). Quem prometer que vai indultar o Lula está mentindo", afirmou.

O pedetista disse ainda que não desistirá da eleição até a divulgação do resultado oficial e que, caso não passe para o segundo turno, dará os parabéns aos adversários vitoriosos e se recolherá. Para ele, uma disputa entre PT e PSL "vai levar o Brasil à tragédia".

"Lamentavelmente, o Brasil muda para não mudar nada. Parece que os políticos não aprenderam nada com o mensalão e o petrolão", avaliou.

Perguntado sobre as críticas que tem feito a Haddad, Ciro disse que, neste momento, tem de "esquentar a voz", mas que não pode "desrespeitar ninguém".

Na reta final da campanha eleitoral, em busca do voto útil, o pedetista irá focar a agenda de campanha no Sudeste e no Nordeste, onde perdeu espaço para a candidatura de Haddad, segundo aponta a pesquisa Datafolha.

Até o domingo (7), ele fará eventos de campanha em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Ceará.

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