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Grande São Paulo

Mães denunciam partos forçados e mortes de bebês em maternidade

Em nota, a Secretaria da Saúde diz que unidade atuou ‘conforme protocolos clínicos’. Casos seguem em investigação Da Reportagem De São Paulo

dothCom Consultoria Digital

Publicado em 03/10/2018 às 22:18

Atualizado em 04/10/2018 às 14:51

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Nessa semana mais uma mãe registrou um boletim de ocorrência, dizendo ter sido vítima de violência obstétrica que teria provocado a morte do seu bebê durante o parto na Maternidade Estadual de Caieiras, na Grande São Paulo. Segundo ela, a equipe médica teria “forçado” o nascimento por parto normal, usando inclusive um instrumento chamado fórceps. Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde diz que a unidade prestou o “atendimento conforme os protocolos clínicos”. A polícia investiga o caso.

Há cerca de um mês, a dona de casa V.S.A., de 35 anos, disse ter buscado o hospital para dar à luz após uma gestação tranquila e planejada. No entanto, ela relatou ter sido “pressionada”, “judiada” e “ameaçada”, sendo chamada de “preguiçosa” por supostamente não fazer força suficiente para que o bebê nascesse por parto natural, mesmo o raio-x apontando que o bebê estava sentado.

Segundo ela, a criança nasceu sem vida e com muitos hematomas após uma madrugada de contrações.

A maternidade negou erro no procedimento e disse que foi detectada mudança de posição do feto e frequência cardíaca. Em razão disso, a equipe optou por fazer uma cesárea. Durante o procedimento foi constatada ruptura longitudinal do útero, que causou a morte do bebê.

Outro caso

Na última terça-feira, a empresária L. de F.S., de 38 anos disse em entrevista ao “G1” que enfrentou experiência similar no ano passado. Ela disse também ter tido uma gestação tranquila e buscado a maternidade de Caieiras para dar à luz na madrugada do dia 19 de dezembro.

Ela disse não entender por que não recorriam à cesárea e que sinalizava estar sofrendo durante o procedimento. Segundo ela, quando o médico disse que não era possível tirar a criança com o fórceps, a médica teria indicado a anestesia geral, cuja aplicação foi recusada pela anestesista, que argumentou o risco de morte que a mãe e o bebê correriam.

A cirurgia ocorreu e a mãe disse ter visto o bebê doze horas depois. “Quando cheguei, o vi em uma espécie de incubadora, mas aberta, ele estava roxinho e o aparelho apontava batimentos cardíacos bem fracos. Pouco depois, ele morreu”, disse a empresária. “Ele estava com muitos hematomas no rosto”, completou.

A Maternidade Estadual de Caieiras diz que L. de F.S., assim como no caso de V.S.A., foi “atendida conforme os protocolos clínicos”.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) disse que acompanha a investigação do caso.

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