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Um menor é morto na Venezuela a cada 8 horas

Segundo o relatório "Somos Notícia", 1.134 crianças ou adolescentes foram assassinados na Venezuela em 2017 Por Estadão Conteúdo

dothCom Consultoria Digital

Publicado em 05/10/2018 às 00:50

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A cada oito horas um menor é assassinado na Venezuela, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 3, pelo Observatório Venezuelano de Violência (OVV) e pela Cecodap, ONG de defesa dos direitos humanos. Segundo o relatório "Somos Notícia", 1.134 crianças ou adolescentes foram assassinados na Venezuela em 2017.

"As estatísticas permitem analisar que, no ano de 2017, a cada dia, foram assassinadas três crianças ou adolescentes entre 15 e 17 anos na Venezuela. A cada oito horas, um menino, uma menina ou um adolescente morreu de forma violenta", afirma o relatório

Segundo o documento, a violência na Venezuela "não tem limites" e afeta crianças "de todas as idades e ambientes, famílias, comunidades e escolas". "Os dados indicam que 76 crianças de até 4 anos de idade morreram assassinadas. Nem sequer a sua pouca idade ou condição de vulnerabilidade detiveram a ação criminosa", afirma o texto da ONG.

Quanto aos motivos que levaram ao homicídio, em 643 casos foram "ajustes de contas (vingança)", em 92 a razão foi roubo e 24 casos estão ligados a "razões passionais". Ocorreram ainda 21 mortes por "encomenda" e 19 por brigas.

"A pobreza, a inflação, a grave falta de abastecimento e o controle na distribuição e venda de alimentos têm afetado muito as crianças e adolescentes, com resultados dolorosos e irreparáveis, como a morte por desnutrição ou doenças, graves casos desnutrição, perda de tamanho e peso em números consideráveis da população", diz o texto.

Os homicídios não são o único problema, dizem as ONGs. Segundo o relatório, tem havido "situações inéditas" em que as crianças são tiradas da escola "por não terem comida ou meios de transporte".

"A presença de crianças e jovens procurando alimento no lixo, a separação porque os pais não podem mantê-las e o aumento de casos de pais que imigram, deixando os filhos sozinhos ou com parentes, concretizam situações de desintegração familiar, abandono e deterioração da qualidade de vida das crianças", afirma o documento.

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