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Jovem da periferia se torna deputada federal

Com mais de 264 mil votos, Tabata Amaral (PDT) se tornou a sexta deputada mais votada em São Paulo no domingo (7) Da Reportagem De São Paulo

dothCom Consultoria Digital

Publicado em 08/10/2018 às 21:04

Atualizado em 09/10/2018 às 14:25

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Tabata Amaral (PDT) se tornou a sexta deputada federal mais votada em São Paulo nestas eleições, com 264.450 votos. Com apenas 24 anos, a vida da jovem até então foi tão difícil quanto surpreendente.

A deputada eleita nasceu na Vila Missionária, periferia da zona sul, e é filha de um cobrador de ônibus e de uma ex-vendedora de flores. Ela estudou em escola pública até o 8° ano. Sempre mostrou ser uma pessoa diferente em conhecimento de física, química, informática, matemática, astronomia, robótica e linguística. Colecionou mais de 30 medalhas em olimpíadas dessas áreas de conhecimento.

Com a visibilidade, ganhou uma bolsa de estudo em uma escola particular. Ao decidir estudar inglês, foi aceita por seis universidades para depois continuar o estudo superior: Caltech, Columbia, Princton, Yale e Harvard. Ela escolheu Havard, uma das mais importantes do mundo, situada em Cambridge, nos Estados Unidos.

Ela voltou formada em Ciências Políticas e Astrofísica. Sua decisão foi inspirada na morte de seu pai causada pelas drogas e pelo alcoolismo. “Quatro dias depois que eu fui aceita em Harvard eu perdi meu pai para as drogas e para o álcool, de uma maneira que é muito típica da periferia, mas que é rodeada ainda de preconceito e incompreensão”, disse em entrevista à GloboNews.

Uma de suas maiores ambições políticas, diz ela, é que o Brasil tenha uma das melhores educações públicas do mundo. Em um discurso no Plenário da Câmara, em 2016, Tabata afirmou: “Para as pessoas do governo que estão aqui, [precisam] entender que vocês têm o poder de impactar milhares de estudantes todos os dias. Então, não durmam bem, não fiquem satisfeitos enquanto a nossa educação for tão ruim”.

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