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Cristian Cravinhos é condenado a 4 anos de prisão por suborno a PMs

A condenação refere-se à tentativa de suborno feita por Cristian a dois PMs para evitar ser preso ao se envolver em uma confusão num bar de Sorocaba em abril deste ano Por Folhapress De São Paulo

dothCom Consultoria Digital

Publicado em 09/10/2018 às 17:00

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Cristian Cravinhos, 43, um dos autores do assassinato dos pais de Suzane von Richthofen, foi condenado, na noite desta segunda-feira (8), a quatro anos e oito meses de prisão pelo crime de corrupção ativa.

A nova condenação refere-se à tentativa de suborno feita por Cristian a dois policiais militares para evitar ser preso novamente ao se envolver em uma confusão num bar de Sorocaba (99 km de São Paulo), em abril deste ano.

Na ocasião, o condenado teria agredido a mulher com a qual mantinha um relacionamento.
Frequentadores do estabelecimento chamaram a polícia e, ali mesmo, Cristian teria oferecido R$ 1.000 aos policiais para não ser preso, além de outros R$ 2.000 que conseguiria com o irmão, Daniel - também condenado pela morte do casal Richthofen.

Questionado pelos PMs, Cristian, que teria se identificado como "um dos irmãos Cravinhos", negou estar armado, afirmando apenas ter discutido com a mulher. Ao revistá-lo, no entanto, os policiais encontraram uma munição 9 mm num bolso, segundo informou a SSP (Secretaria de Segurança Pública). Preso em flagrante, passou por audiência de custódia, que determinou sua prisão preventiva.

Nesta segunda, a juíza Margarete Pellizari, da 2ª Vara Criminal de Sorocaba, condenou o réu a cumprir a pena em regime fechado porque ele é reincidente.

"Para se eximir das responsabilidades decorrentes de suas escolhas, o réu, condenado a altíssima pena por gravíssimo crime de homicídio triplamente qualificado e em cumprimento de pena, livre por concessão de benesse executória, voltou a delinquir tentando corromper dois agentes públicos, conduta acentuadamente reprovável e censurável, evidenciando que não merece e não pode retornar ao seio da sociedade", escreveu a magistrada em seu despacho.

Cristian estava preso preventivamente na Penitenciária de Tremembé, onde deverá cumprir o restante da pena.

A reportagem da Folha procurou Ivan Peterson de Camargo, o responsável pela defesa de Cristian, mas não localizou o advogado. À imprensa local, Ivan disse que vai recorrer da sentença por não concordar com a pena aplicada ao seu cliente.

BOM COMPORTAMENTO

Em 22 de julho de 2006, Cristian foi condenado a 38 anos e seis meses de prisão pela participação na morte dos pais de Suzane von Richthofen, Manfred e Marísia, em 31 de outubro de 2002.

Foi para o regime semiaberto em 2013 e em agosto de 2017 obteve permissão da Justiça de São Paulo para cumprir pena em regime aberto.

Na época, a 2ª Vara de Execuções Criminais de Taubaté justificou o benefício a Cristian por ele não ter cometido falta disciplinar e ter demonstrado bom comportamento carcerário no regime semiaberto.

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