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Grande São Paulo

Sem-teto protestam contra reintegração de posse em Taboão

As famílias ocupam um terreno particular em Taboão e protestaram contra um pedido de reintegração de posse Por Matheus Herbert De São Paulo

dothCom Consultoria Digital

Publicado em 16/10/2018 às 21:22

Atualizado em 17/10/2018 às 14:14

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Cerca de 200 famílias sem-teto realizaram na manhã de ontem um protesto na rodovia Régis Bittencourt, na altura de Taboão da Serra, na Grande São Paulo. As famílias ocupam um terreno particular de 136 mil m² na avenida Castelo Branco, no bairro Parque Laguna, também em Taboão da Serra desde junho deste ano. Os manifestantes pediam o cancelamento de um pedido de reintegração de posse da área, marcado para o próximo mês e também a alteração do zoneamento do local.

As famílias deixaram o terreno por volta das 11h20 da manhã e seguiram pela rodovia Régis Bittencourt até a altura do Shopping Taboão. Depois, foram em direção a Câmara de Taboão da Serra onde realizaram um protesto.

“Queremos que mudem a lei de zoneamento da área, que não permite a construção de habitações. Só mudando, a Prefeitura de Taboão da Serra conseguirá nos ajudar. Também vamos protestar contra o pedido de reintegração da área que está marcado para o dia 30 de novembro”, disse um dos líderes da ocupação, Leandro Cavalca.

A concessionária Autopista Régis Bittencourt, que administra a rodovia, informou à Gazeta que o protesto gerou um congestionamento de cerca de três quilômetros na pista sentido São Paulo.

Ocupação

A Gazeta acompanha a ocupação irregular na área desde o mês de junho. No final de setembro a reportagem esteve no local que abriga mais de 1.500 famílias sem-teto. Em julho, o espaço abrigava cerca de 300 famílias. O terreno tinha sofrido processo de reintegração de posse em julho do ano passado e já havia sido invadido outras vezes.

No dia 24 de setembro, o prefeito da cidade de Taboão da Serra, Fernando Fernandes (PSDB) se reuniu com representantes e prometeu que tentaria negociar com o proprietário da área uma solução ou buscar políticas públicas com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU).

Procurada, a prefeitura informou que não havia novidades sobre as negociações.

O crescimento da ocupação irregular é reflexo da crise econômica que o País passa e também do déficit habitacional da cidade, que sofre com a falta de terrenos para a construção de moradias e um adensamento populacional recorde. Hoje são 14.012 habitantes por km², em uma cidade com apenas 20,38 km². O déficit habitacional de Taboão é de mais de 10 mil famílias, de acordo com dados da prefeitura do ano de 2010.

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