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Capital

Justiça rejeita que governo assuma conservação de canteiro da Linha 6

Obras nem começaram e consórcio e governo brigam sobre manutenção de canteiros Da Reportagem De São Paulo

dothCom Consultoria Digital

Publicado em 17/10/2018 às 20:19

Atualizado em 17/10/2018 às 21:10

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Nesta terça-feira (16), a Justiça rejeitou o pedido do Consórcio Move São Paulo de passar a conservação e a manutenção dos canteiros de obras da Linha 6-Laranja do Metrô da Capital para o governo do estado.

O projeto inicial da Linha 6 ligaria o bairro da Brasilândia, na zona norte, à estação São Joaquim, na zona sul da capital. A entrega estava prevista para 2019, mas as obras ainda não começaram. Há apenas 15% prontos - são apenas demolição de imóveis e construção de canteiros.

O consórcio havia pedido à Justiça que o governo do estado passasse a ser o responsável pela conservação e manutenção dos canteiros de obras, já que alegou gastar demais com esse item e que houve descumprimento de obrigações contratuais do Metrô. Nas obras próximas à Marginal Tietê, por exemplo, há a presença de ratazanas. Na Brasilândia, o local está coberto de mato e virou ponto de descarte de lixo.

O Consórcio Move São Paulo é formado pelas empresas Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC. Seria a primeira linha do metrô paulista administrada por um consórcio de empresas. O projeto, anunciado em 2012, deveria ficar pronto no ano que vem. As obras, porém, só começaram em 2015 e foram interrompidas um ano depois.

A Move São Paulo alegou que passou por dificuldade para conseguir empréstimos por causa do envolvimento das construtoras na Operação Lava-Jato.

O governo estadual afirmou que os pagamentos estão em dia e que a construção parou por iniciativa do consórcio. Em março, o Metrô entrou com um processo de rescisão contratual. O consórcio também afirmou que quer a rescisão do contrato com o governo.

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