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Atirador de escola na Crimeia queria se vingar de humilhações, diz ex-namorada

O jovem de 18 anos entrou na escola onde estudava, deixou uma bomba na cafeteria e atirou com um fuzil em vários colegas e funcionários antes de se suicidar Por Folhapress De São Paulo

dothCom Consultoria Digital

Publicado em 18/10/2018 às 23:00

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Investigadores russos tentam estabelecer nesta quinta-feira (18) as motivações do autor do massacre no instituto politécnico de Kerch, na Crimeia, um estudante de 18 anos que matou 20 pessoas antes de cometer suicídio.

Vladislav Rosliakov entrou na escola onde estudava, deixou uma bomba na cafeteria e atirou com um fuzil em vários colegas e funcionários antes de se suicidar, em um massacre batizado de "Columbine russo" pela imprensa - em referência a matança na escola dos Estados Unidos que deixou 13 mortos em 1999.

Em fotos difundidas na internet, Rosliakov aparece com um traje similar ao de Eric Harris, um dos dois autores do massacre em Columbine.

Não há versão oficial para as causas do ataque de Kerch. A ex-namorada do atirador, uma adolescente de 15 anos, afirmou ao canal de russo RT que ele queria se vingar de alunos que o humilhavam e "não queria mais viver".

"Tínhamos um tema de interesse comum porque eu treino tiro ao alvo. Ele era apaixonado por isso. Gostava de diferentes tipos de armas", afirmou.

"Quando conversávamos, tudo estava bem, ele era bom e sensível, e me ajudou quando eu estava mal", acrescentou.

Rosliakov possuía permissão para portar armas depois de ter passado em testes psicológicos, de acordo com uma fonte de serviços de segurança citada pela agência RIA Novosti.

Nesta quinta-feira (18), o presidente russo, Vladimir Putin, culpou a "globalização" pela matança. "É o resultado da globalização, das redes sociais, da internet. Vemos que há toda uma comunidade que foi criada nisso. Tudo começou com os trágicos eventos nas escolas dos Estados Unidos", declarou.

Em Kerch, que fica na península da Crimeia, anexada em 2014 pela Rússia, a escola foi cercada durante a noite pela Guarda Nacional, pelos militares e pela polícia. Os habitantes montaram um pequeno altar memorial na calçada, onde deixaram flores e acenderam velas.

Dos 20 mortos, 15 eram alunos e cinco eram funcionários do centro de ensino. Nove eram menores de idade, e a vítima mais jovem tinha 15 anos, informaram as autoridades.

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