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INSS leva 50 dias para liberar pensões em São Paulo

No Brasil, metade dos requerimentos de pensionistas foram apresentados ao órgão há mais de 45 dias. Do estoque de 121,2 mil pedidos do benefício, 64,1 mil estão além do prazo Por Folhapress De São Paulo

dothCom Consultoria Digital

Publicado em 23/10/2018 às 17:00

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Desde a morte do marido, em julho, a dona de casa M. de F. dos S.S., 63 anos, tenta receber a pensão do INSS. Nos últimos três meses, porém, a única resposta obtida na agência da Previdência no bairro Pimentas, em Guarulhos, na Grande São Paulo, é que o pedido está em análise.

"Vivíamos da aposentadoria do meu marido e estamos passando necessidades por conta do INSS", afirma a dona de casa. "Se demorar mais um mês, vamos passar fome."

Embora o prazo para concessão de benefícios seja de 45 dias, a espera à qual a dona de casa está submetida não faz dela uma exceção: o INSS demora em média 50 dias para liberar os pagamentos de pensões por morte no estado de São Paulo.

Em todo o país, metade dos requerimentos de pensionistas foram apresentados ao órgão há mais de 45 dias. Do estoque de 121,2 mil pedidos do benefício, 64,1 mil (52%) estão além do prazo.

Em junho deste ano, a direção do INSS havia informado que pretendia automatizar as liberações de pensões a partir de setembro. A ideia era integrar os sistemas do instituto à base de dados dos cartórios para agilizar a identificação do direito, mas a medida ainda não se concretizou.

O INSS informou que, para acelerar a concessão de benefícios, está criando o modelo de atendimento digital, que permite que o processo seja analisado a distância.

Sobre a pensão solicitada por M. de F. dos S.S., o instituto disse ter ocorrido uma falha pontual e que o processo será analisado nesta semana.

MÃES ESPERAM SALÁRIO

Desde maio, o salário-maternidade pode ser concedido automaticamente, mas isso não impediu que, neste momento, 110,8 mil mães estejam esperando pela concessão do benefício há mais de 45 dias em todo o país. O número de pedidos com espera além do prazo oficial é mais do que a metade do estoque de 211,3 mil requerimentos do benefício.

O INSS justifica que, desde que as seguradas passaram a poder solicitar o benefício sem ir a um posto de atendimento, a procura aumentou.

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