Publicidade

X

Capital

Mais duas placas de vidro são quebradas na raia da USP

O projeto, criado pelo ex-prefeito e atual candidato a governador, João Dória (PSDB), é estimado em R$ 20 milhões, bancados por doações de empresas Da Reportagem De São Paulo

dothCom Consultoria Digital

Publicado em 23/10/2018 às 20:06

Atualizado em 24/10/2018 às 14:23

Comentar:

Compartilhe:

A-

A+

Publicidade

Outras duas placas de vidro do muro da raia olímpica da USP (Universidade de São Paulo), na zona oeste da Capital, amanheceram quebradas nesta terça-feira. O problema tem se tornado uma rotina. Nos últimos seis meses, 30 placas apresentaram danos e tiveram que ser trocadas. O projeto, criado pelo ex-prefeito e atual candidato a governador, João Dória (PSDB), é estimado em R$ 20 milhões, bancados por doações de empresas.

De acordo com a perícia, a quebra das placas não é fruto de vandalismo. Os técnicos apontam que as causas mais prováveis são problemas de instalação, armazenamento inadequado e vibrações.

A “TV Globo” teve acesso ao laudo do Instituto de Criminalística, que analisou 11 placas quebradas, e informou que apenas duas tinham marca de impacto de instrumento contundente. Outras quatro não possuíam marca de impacto, mas poderiam ter sido atingidas por objetos.

As outras cinco folhas devidro, segundo o laudo, teriam sido rompidas por problema de instalação.

Das seis primeiras, quatro quebraram no sentido de dentro da raia para fora, e uma aparentava o contrário.

De acordo com o delegado Ubiraci de Oliveira, em entrevista à “TV Globo”, não há suspeitos de terem causado os danos. “Não tinha nenhuma pedra, não havia nenhuma capsula deflagrada, nenhum objeto que pudesse ter causado essa quebra, e isso está intrigando a gente. Até hoje a gente não tem um autor e não tem nem suspeita de algum autor.”

Risco aos pássaros

Além dos problemas de conservação, as placas de vidro também apresentaram risco às aves que passam pela região. Há cerca de 170 espécies de aves que usam o bairro como trajeto. Além da USP, o Parque Villa Lobos, que fica próximo à universidade, é um outro atrativo para os animais.

Em fevereiro, o Centro de Estudos Ornitológicos publicou uma carta aberta contra a construção do muro transparente. “A colisão das aves se dá pelo fato dos vidros refletirem o ambiente externo, dando às aves a impressão de continuidade deste e, no caso de muros de vidro, simplesmente por não o enxergarem. pássaros para a região”, disse a nota.

Para evitar que os pássaros colidam com o vidro e morram com o impacto. a prefeitura colou adesivo de pássaros grandes às lâminas, com a intenção de assustar os animais.

Câmeras ainda não funcionam

Em contato da Gazeta com a assessoria da USP, nesta terça-feira, a universidade informou que as 89 câmeras de monitoramento que foram doadas à mais importante instituição de ensino do País, dentro do programa City Câmeras da prefeitura de São Paulo, ainda estão em fase de teste e não estão em funcionamento.

Em 9 de outubro, a Gazeta também entrou em contato com a USP, que informou que os equipamentos ainda estavam em teste e inoperantes.

Quando instaladas, as câmeras devem inibir supostos casos de vandalismo no local.

De acordo com a Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU), a iniciativa privada já doou 3.249 câmeras para a cidade.

Apoie a Gazeta de S. Paulo
A sua ajuda é fundamental para nós da Gazeta de S. Paulo. Por meio do seu apoio conseguiremos elaborar mais reportagens investigativas e produzir matérias especiais mais aprofundadas.

O jornalismo independente e investigativo é o alicerce de uma sociedade mais justa. Nós da Gazeta de S. Paulo temos esse compromisso com você, leitor, mantendo nossas notícias e plataformas acessíveis a todos de forma gratuita. Acreditamos que todo cidadão tem o direito a informações verdadeiras para se manter atualizado no mundo em que vivemos.

Para a Gazeta de S. Paulo continuar esse trabalho vital, contamos com a generosidade daqueles que têm a capacidade de contribuir. Se você puder, ajude-nos com uma doação mensal ou única, a partir de apenas R$ 5. Leva menos de um minuto para você mostrar o seu apoio.

Obrigado por fazer parte do nosso compromisso com o jornalismo verdadeiro.

VEJA TAMBÉM

ÚLTIMAS

lançamento

Conheça Versão Savana: a mais radical da Mitsubishi L200 Triton

Apresentada há um ano, a atual L200 Triton Savana tem preço sugerido de R$ 299.990 e é produzida em Catalão (GO)

EMPATE

Corinthians empata com Atlético-MG em jogo morno

Partida acabou em 0 a 0 neste domingo (14), na Neoquímica Arena

©2021 Gazeta de São Paulo. Todos os Direitos Reservados.

Layout

Software

Newsletter