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Capital

Famílias se alojam sob viga do monotrilho da Linha 17-Ouro

Sete famílias vivem em barracos debaixo das vigas do que será a Linha 17-Ouro do Metrô Por Estadão Conteúdo

dothCom Consultoria Digital

Publicado em 24/10/2018 às 11:25

Atualizado em 24/10/2018 às 14:22

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“Fé em Deus”, diz a inscrição na entrada de um terreno a poucos metros da futura Estação Jardim Aeroporto, no Brooklin Paulista, zona sul da Capital. Ali, sete famílias vivem em barracos debaixo das vigas do que será a Linha 17-Ouro do Metrô. “Perdemos tudo em um incêndio no (Morro do) Piolho. A gente construiu aqui com o que achou em caçamba”, diz a dona de casa R.F., de 49 anos.

O local é uma área estreita entre dois muros: o que o separa da calçada da Rua Palmares, próximo do cruzamento das Avenidas Washington Luís e Jornalista Roberto Marinho; e o do conjunto habitacional Estevão Baião, iniciado pela Prefeitura em 2011 e com entrega prevista para o próximo ano.

No cadastro do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), o local é parte de um lote único de propriedade municipal. Imagens do sistema Google Street View mostram que estava vazio em 2015, apresentando quatro placas do conjunto Estevão Baião. Hoje, essas mesmas sinalizações são utilizadas pelos moradores para proteger a entrada dos barracos.

A área municipal fica ao lado do que foi a Favela Buraco Quente, desapropriada pelo Estado há cinco anos para a construção do conjunto habitacional Campo Belo. Enquanto a obra não é iniciada, antigos moradores da favela recebem auxílio-moradia.

“R$ 400 não dá para nada. Por isso que tem de morar em um lugar desses. Sem emprego, sem qualificação e vivendo de bico, não tem como pagar aluguel”, diz ela, que vive com o marido, J.L. dos S., de 55 anos.

A menos de um quilômetro de distância, próximo do Aeroporto de Congonhas, uma viga do monotrilho caiu há quatro anos, matando um operário. Uma estrutura desse tipo pode pesar até 95 toneladas. R.F. não teme, contudo, um novo incidente e descreve o dia a dia por lá: “É calmo”.

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