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Após pressão, Haddad volta à base petista para diminuir rejeição ao partido

A campanha admite que vencer Bolsonaro é "difícil", mas trabalha para que a redução na rejeição de Haddad chegue com força nas periferias das grandes cidades e no Nordeste Por Folhapress De São Paulo

dothCom Consultoria Digital

Publicado em 25/10/2018 às 18:50

Atualizado em 25/10/2018 às 19:05

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Foi sob pressão de dirigentes do partido - e também de aliados de fora dele - que o candidato do PT ao Planalto, Fernando Haddad, resolveu voltar às bases petistas para tentar uma virada histórica na reta final do segundo turno.

A campanha admite que vencer Jair Bolsonaro (PSL) é um cenário "bastante difícil", mas trabalha para que a redução na rejeição de Haddad - de 47% para 41%, segundo o Ibope - chegue com força nas periferias das grandes cidades e, principalmente, no Nordeste.

A avaliação é que, caso a vitória não seja possível, o tamanho da derrota fará diferença e que, portanto, é importante unir a militância para tentar reduzir a vantagem do capitão reformado até domingo (28).

Desde o primeiro turno, o petista tem perdido terreno para seu adversário em um eleitorado que, tradicionalmente, sempre votou no partido do ex-presidente Lula e tem sido aconselhado a se voltar para essas pessoas na reta final da campanha.

Segundo Ibope divulgado na terça-feira (23), Bolsonaro foi de 59% para 57% e Haddad, de 41% para 43%.

Nesta quinta (25) e sexta-feira (26), por exemplo, Haddad deve ir a Pernambuco, Paraíba e Bahia e terminar a campanha em um ato em São Paulo, no sábado (27).

As pesquisas mostram que o petista ultrapassou o capitão reformado na capital paulista, o que deu novo ânimo para a campanha de Haddad.

O candidato do PT insiste desde o início do segundo turno em fazer acenos à centro-direita e atrair nomes como o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) para compor uma frente democrática contra Bolsonaro - até agora sem sucesso.

Dirigentes do PT e o rapper Mano Brown, por exemplo, pressionaram Haddad a se voltar ao eleitor mais pobre que, nas palavras de um líder do partido, "vazou para Bolsonaro" ainda no primeiro turno.

Em discurso num ato no Rio, na noite de terça (23), Brown disse achar que a eleição já está decidida - Bolsonaro tem pelo menos 14 pontos a mais que Haddad, segundo as pesquisas - e afirmou que se o PT "não conseguiu falar a língua do povo, tem que perder mesmo".

No dia seguinte, Haddad reconheceu a crítica e afirmou, em São Paulo, que precisa "se reconectar com a periferia, com a dor das pessoas".

A aparente contradição de Haddad ao tentar atrair o centro ao mesmo tempo em que acena ao eleitor mais pobre deve seguir até o último minuto do segundo turno.

Auxiliares do petista ainda esperam um aceno explícito de apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e até de Ciro Gomes (PDT), conforme publicou a Folha de S.Paulo.

Em reunião na semana passada, Haddad foi convencido a anunciar medidas sócio-econômicas exatamente direcionadas ao eleitorado petista e, em agendas no Nordeste, falou que, se eleito, aumentará em 20% o Bolsa Família e colocará um teto no preço do botijão de gás no valor de R$ 49.

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