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FORTE CALOR

Pablo Vittar: Bloco é paralisado após foliões passarem mal em SP

Parte do público desistiu de aguardar a retomada do bloco e trocou o trio por um passeio no Parque Ibirapuera.

STEFHANIE PIOVEZAN - FOLHAPRESS

Publicado em 11/02/2024 às 18:28

Atualizado em 11/02/2024 às 19:28

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Pabllo Vittar, em imagem de arquivo / Leo Franco/AgNews

O bloco da cantora Pabllo Vittar, que lotou o complexo montado em frente ao parque Ibirapuera, em São Paulo, terminou cerca de uma hora mais cedo na tarde deste domingo (11) por causa do calor excessivo, que fez foliões passarem mal.

Acompanhe tudo sobre o Carnaval pelo Brasil Previsto para as 17h, o encerramento foi anunciado pouco antes das 16h. Mais de 30 minutos após a interrupção do show, parte do público desistiu de aguardar uma possível retomada do bloco e trocou o trio por um passeio no parque.

Em 2023, o bloco de Pabllo Vittar na região do Ibirapuera também foi encerrado cerca de uma hora antes do previsto. No Carnaval passado, porém, a decisão foi tomada por questões de segurança. Os organizadores entenderam que havia excesso de público no local.

Neste domingo, a movimentação dos foliões também teve momentos de tensão. A Polícia Militar tentou direcionar o fluxo, mas, em alguns minutos, os policiais deixaram o local e o público se espalhou pelas margens do lago do parque.

Parte do tapume metálico que separava o percurso dos blocos de outras áreas do Ibirapuera veio ao chão. Uma foliã convulsionou na grama, sendo socorrida por amigos.

"Tentamos assistir e não conseguimos", disse Heloíza dos Santos, 18. A jovem e cinco amigos chegaram ao Ibirapuera às 14h e se aproximaram do trio da cantora Pabllo, mas desistiram de acompanhar o bloco devido ao forte calor e à multidão. "Estava um forno", resumiu.

Com as passagens abertas entre os tapumes, o grupo saiu do percurso do trio e ficou recostado em um muro até sair pelo parque. "Nunca mais volto", afirmou Érika dos Santos Sousa, 19.

"Vimos duas pessoas desmaiadas sendo carregadas e uma pedindo ajuda do Corpo de Bombeiros", contou Jammily Lion, 20.

"O calor estava insuportável", completou Débora Costa. Elas estavam em grupo de seis pessoas que, como muitos, trocou o trio pela área do lago, e depois saiu pelo parque.

As entradas abertas facilitam o deslocamento e o acesso ao portão 10 do parque, onde os foliões conseguem comprar bebidas que não são vendidas na folia. Um carrinho de água de coco, por exemplo, logo ganhou uma fila.

Procurada, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) ainda não comentou o encerramento antecipado da atividade.
No sábado (10), a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que 97 pessoas foram atendidas nos postos médicos dos chamados megablocos em toda a cidade até as 15h.

Esses atendimentos foram feitos em 20 postos médicos, espalhados em bairros de todas as regiões da cidade. São os locais de maior circulação de foliões, como o centro, a zona oeste e a zona sul.

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