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MÚSICA

Rapper santista busca holofotes para ajudar a cena musical da Baixada Santista

Usando suas vivências para compor suas letras, Marcos Vinicius, o Big Box, acredita que a região tem grandes talentos

Igor de Paiva

Publicado em 20/01/2024 às 07:35

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A canção, intitulada como "Pega meu Ice" , bateu 500 visualizações em duas semanas e se tornou um ponto de virada / Arquivo Pessoal

“Sonho em incentivar novos artistas e trazer holofotes de grandes gravadoras para a região”. É com esse objetivo e com o sentimento de mudar a cena na Baixada Santista que Marcos Vinícius Santos de Oliveira, conhecido no meio artístico como Big Box, produz sua arte em forma de música. 

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A vida do santista encontrou o rap cedo. O cantor e compositor explica que a paixão começou na sua infância ao escutar fitas de ‘black music’, selo musical que conta com grandes nomes do gênero Hip-hop, como os americanos Eminem, 50 Cent e Snoop Dogg. 

“Desde criança, eu queria ser igual aos caras, viver disso. Eu via eles em clipes, com carros luxuosos, acompanhados de mulheres e um monte de coisa. Eu pensei ‘é isso que eu quero!’”. 

Em busca de viver daquilo que mais ama, Marcos se tornou um nome conhecido nas batalhas de rimas da Baixada Santista por seu trabalho como beat box - pessoa responsável por fazer as batidas com a sua própria boca para que os MCs cantem em cima do som. De acordo com ele, o sucesso veio através da sua dedicação nos treinos e na busca por entender novas técnicas que o público normal não conhecia.

Apesar do reconhecimento, ele não se sentia totalmente realizado com o seu trabalho. Foi com  o seu desejo de se tornar protagonista nas músicas e com o apoio massivo de amigos e conhecidos que Big Box lançou sua primeira música autoral em 2019. 

A canção, intitulada como “Pega meu Ice” , bateu 500 visualizações em duas semanas e se tornou um ponto de virada. “Só de entrar no estúdio e ficar de frente ao microfone foi muito bom. Eu me senti em casa, eu fico em paz comigo mesmo” .

Com os números, Marcos começou a se mostrar dentro do mercado. Ele conta que a sua música começou a tocar nos lugares o público sempre pedindo uma próxima. Além disso, o artista começou a pesquisar valores de produção do meio musical. Mesmo com as dificuldades, o rapper conseguiu dividir seu tempo entre  o trabalho tradicional com a sua vida de artista. 

Ainda de acordo com Big Box, as suas letras fogem do padrão de outros artistas. Ele explica que coloca nas músicas aquilo que vive, seja coisas boas ou ruins, mas nada que rebaixem  as mulheres ou incentivem a violência ou o uso de entorpecentes. 

Foi por conta dessa letra mais leve que uma das suas maiores realizações aconteceu. Em dia normal, quando ele estava andando pela rua da cidade, Marcos foi parado por um fã. Após tirar foto e conversar sobre sua carreira, o artista foi elogiado pela mãe do jovem, que afirmou gostar da música e afirmou que seu jeito de escrever pode ajudar todos os tipos de pessoas.

FRUSTRAÇÃO

Mesmo com o reconhecimento de fãs locais e as coisas caminhando, a velocidade do progresso e a falta de ajuda de grandes produtores acabou virando uma verdadeira frustração. 

“É decepcionante. Porque quando a gente acha que vai conseguir a atenção necessária, mas não acontece nada, na verdade, não recebe nenhuma oportunidade. E o rap hoje em dia deveria se ajudar para conseguir superar essas dificuldades, mas não. Hoje, é cada um agindo por conta própria e olhando para o seu umbigo”. 

No entanto, Marcos ainda segue com o seu sonho de trazer ainda mais voz para a Baixada Santista no rap brasileiro. 

“Quero incentivar novos artistas e chamar atenção das gravadoras para mostrar que em toda região há talento para se descobrir”, finalizou.

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