A montadora britânica Lotus, comandada atualmente pelo grupo Geely, confirmou estar a caminho do Brasil. A operação da marca estará sob responsabilidade da LTS Brasil, do empresário ex-piloto Clemente Faria Júnior.
A empresa brasileira também atuará como representante exclusiva e oficial, assumindo integralmente as operações de importação, distribuição, abertura de rede de concessionários, vendas, fornecimento de peças, serviços de pós-venda e garantias.
“Trazer a Lotus para o Brasil é assumir o compromisso de construir uma marca com visão de longo prazo. Mais do que vender carros, a Lotus no Brasil entregará uma experiência de luxo completa”, afirmou Clemente Faria Junior, em comunicado à imprensa.
Lotus já é queridinha no Brasil
Embora nunca tenha estabelecido trabalhos oficiais no Brasil, a Lotus é querida pelos brasileiros, especialmente por ter recebido pilotos brasileiros icônicos na época em que a montadora possuía uma equipe na Fórmula 1.
Entre os mais importantes estão Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna, maior lenda do automobilismo brasileiro.
Ayrton Senna conquistou sua primeira vitória na Fórmula 1 pela Lotus/DivulgaçãoInclusive, a passagem de Senna pela antiga escuderia entre as temporadas de 1985, 1986 e 1987 foi crucial para consolidá-la como um dos grandes nomes da Fórmula 1.
O piloto brasileiro conquistou seis vitórias e 16 pole positions pela Lotus, guiando os icônicos carros pretos e dourados (JPS) e, na sequência, o amarelo (Camel).
Portfólio da marca
A proposta inicial é oferecer toda a linha atual da Lotus. O portfólio atual da marca britânica inclui veículos a combustão, híbridos e elétricos.
Um dos principais automóveis é o Emira, modelo 2.0 turbo de quatro cilindros mais veloz já produzido pela montadora. O veículo conta com 365 cv de potência, velocidade máxima de 291 km/h e aceleração de 0 a 100 km/h em apenas quatro segundos. O carro é produzido na Inglaterra.
Outro carro de destaque é o Eletre, SUV 100% elétrico com 918 cv de potência e com capacidade de aceleração de 0 a 100 km/h em 2,95 segundos. A máquina possui velocidade máxima de 265 km/h e autonomia de até 500 quilômetros, de acordo com a versão.
O automóvel, pelo porte, compete com SUVs de outras montadoras de luxo, como Lamborghini Urus e Ferrari Purosangue.
A operação da Lotus preencherá a lacuna de “superluxo” no ecossistema da Geely no Brasil. A marca será a quinta do grupo automotivo a vender carros no Brasil.
Além da própria Geely, Zeekr, Volvo e Riddara comercializam modelos no mercado nacional. Há também a expectativa de que a Lynk & Co. se junte ao grupo ainda em 2026.
