A vida útil da bateria de carros híbridos, estimada pelos fabricantes, é de aproximadamente dez anos. Porém, esse tempo pode sofrer alterações e reduzir consideravelmente, dependendo de fatores como o padrão de uso do veículo. Em certos casos, a troca pode chegar a até R$ 30 mil.
O desgaste da fonte de energia costuma ser menor em veículos que circulam mais em estradas, já que a tendência é que os ciclos de carga e descarga sejam menos intensos do que no trânsito urbano.
Entretanto, a troca a longo prazo é algo inevitável e que precisa ser pensada pelo condutor como uma forma de garantir a própria segurança e de possíveis outros condutores e passageiros.
Assim como em baterias de smartphones, as fontes de energia de carros híbridos também perdem parte da sua capacidade de armazenamento.
Quanto custa a troca?
O valor de troca varia de forma significativa de acordo com os modelos, montadoras e a tecnologia na própria bateria. Para veículos populares no Brasil, como o Toyota Corolla Hybrid e o Prius, o custo de troca pode chegar a até R$ 30 mil.
Valor de bateria é obstáculo para condutores de modelos híbridos/Divulgação/ToyotaOpções remanufaturadas que variam entre R$ 8 mil e R$ 15 mil também estão disponíveis como alternativas mais viáveis no mercado. Embora o preço possa surpreender parte do público, empresas como a própria Toyota oferecem garantia de fábrica de até oito anos para o sistema híbrido, cobrindo a bateria.
Por outro lado, a fonte de um carro híbrido plug-in pode ultrapassar os R$ 100 mil, especialmente pela sua maior capacidade de armazenamento de energia.
Já em veículos híbridos leves de 12 V, como Fiat Pulse e Fastback Hybrid, a bateria de lítio extra instalada sob o banco do motorista é vendida em concessionárias a partir de R$ 4.990, sem considerar o custo de troca.
Como fazer a troca?
O processo precisa ser realizado por oficinas especializadas, uma vez que a troca exige contato com componentes de alta tensão e que exigem procedimentos específicos. Profissionais devem possuir treinamento e equipamentos de proteção (EPIs) para garantir a segurança.
O que fazer com a bateria antiga?
Depois da retirada, a bateria de um carro híbrido ainda possui capacidade considerável de armazenamento. Por causa disso, ela não é descartada, mas sim encaminhada para uma “segunda vida”.
As fontes podem ser reaproveitadas em sistemas de armazenamento de energia estacionários, como no-breaks, ou para acumular energia gerada por painéis solares. Esta prática prolonga a utilidade do componente, otimiza recursos e minimiza o impacto ambiental após o descarte.
Feito com informações do portal Quatro Rodas e com apuração da própria Gazeta.
