Brasil pode chegar a 3 milhões de veículos vendidos em 2026, melhor marca desde 2014, mas associação critica as importações incentivadas

Entidade do setor automotivo revisa estimativas para o ano, com alta na produção nacional, mas alerta para o crescimento de modelos importados no mercado

Linha de produção do Complexo Ayrton Senna em São José dos Pinhais (PR)

Linha de produção do Complexo Ayrton Senna em São José dos Pinhais (PR) / Divulgação

Com o encerramento do primeiro semestre e diante do desempenho acima do esperado das vendas de veículos no mercado interno, a Anfavea revisou para cima as projeções divulgadas em janeiro. A expectativa agora é que o Brasil ultrapasse a marca de três milhões de veículos emplacados em 2026, patamar não alcançado desde 2014.

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Caso a projeção se confirme, o crescimento será de 11,7% em relação a 2025, bem acima dos 2,7% previstos no início do ano.

A expectativa para a produção nacional também é positiva, com aumento passando de 3,7% para 5,8% sobre 2025, o que seria um volume próximo de 2,8 milhões de veículos produzidos, melhor resultado desde 2019.

Associação critica incentivos para importação

“Por um lado, ficamos satisfeitos com o vigor do mercado nacional e com a alta na produção, que vem se refletindo em ligeira elevação do nível de empregos. Por outro, lamentamos muito que parte dessa recuperação venha sendo capturada por importações incentivadas por alíquotas abaixo da média mundial ou pela produção de eletrificados em SKD isenta de imposto de importação, algo que vem se provando desnecessário e fora de propósito, dado o bom desempenho dos veículos eletrificados no mercado”, protestou Igor Calvet, presidente da Anfavea.