A McLaren acaba de revelar o MCL-HY, o “bólido” que competirá na classe Hypercar do Campeonato Mundial de Endurance (FIA WEC) e nas 24 Horas de Le Mans em 2027.
A base para a versão exclusiva para pistas é o MCL-HY GTR, oferecido atualmente a clientes VIP da McLaren por meio do programa “Project: Endurance”.
O MCL-HY será desenvolvido ao longo de um rigoroso programa de testes neste ano antes de sua homologação, entre o segundo semestre de 2026 e a abertura da temporada em 2027.
A nova arma foi apresentada com uma pintura de testes, inspirada no McLaren M6A – o carro que o neozelandês Bruce McLaren, fundador da McLaren, sonhava em levar para as 24 Horas de Le Mans.
Com isso, a McLaren posiciona o MCL-HY como uma declaração de intenções enraizada em sua herança.
As competições de carros esportivos fazem parte da história da McLaren desde seu domínio no Can-Am (campeonato criado no Canadá e nos Estados Unidos, por isso, o nome) no final dos anos 60 e início dos 70 até o triunfo nas 24 Horas de Le Mans de 1995 com o McLaren F1 GTR.
Bruce participava ativamente do desenvolvimento dos carros de rua da McLaren. Ele morreu em um acidente, com apenas 32 anos de idade, quando testava no circuito inglês de Goodwood, na Inglaterra, no dia 2 de junho de 1970.
O acidente ocorreu quando a parte traseira de seu carro, um McLaren M8D do Can-Am, se desprendeu em alta velocidade, causando a perda de controle e a morte instantânea, um ano depois de Bruce ter produzido algumas unidades do M6GT, o primeiro McLaren de rua.
A empresa só voltaria a oferecer carros para circulação em vias públicas no começo da década de 90, com o modelo F1 GTR, do qual foram produzidas 106 unidades.
Em 2010, a McLaren tornou-se fabricante de carros de rua em maior escala. O primeiro modelo oferecido foi o 12C, em 2011.
Atualmente, a linha McLaren de rua é composta por cinco modelos de produção em série – o 750S Coupé, o 750S Spider, o Artura, o Artura Spider e o GTS –, além do supercarro W1, fabricado em série limitada.
O retorno da McLaren à principal categoria em Le Mans marca também o início de um desafio para conquistar a “Tríplice Coroa” do automobilismo, que engloba a vitória no GP de Mônaco (Fórmula-1), nas 500 Milhas de Indianápolis (Indy) e nas 24 Horas de Le Mans.
Como a McLaren já tem equipe na Fórmula-1 e na Indy, o MCL-HY completa o cardápio de uma ambição que a marca britânica está em posição privilegiada para alcançar.
Na história, apenas um homem conseguiu a “Tríplice Coroa”, o inglês Graham Hill, que completou o feito em 1972 ao vence a prova de resistência da França na categoria principal.
O MCL-HY combina a leveza da estrutura do chassi monocoque de fibra de carbono com um equilíbrio excepcional.
A potência vem de um motor V6 biturbo de competição, combinado a um sistema híbrido MGU, que entrega até 707 cavalos (520 kW) no eixo traseiro motriz, acoplado ao câmbio sequencial Xtrac de 7 marchas. O torque não foi divulgado.
Com peso mínimo de 1.030 quilos – exigido pelo regulamento da competição – e relação peso-potência altamente eficiente, o MCL-HY foi desenvolvido para equilibrar o desempenho absoluto com a eficiência em corridas de resistência, sendo concebido para operar no mais alto nível do FIA WEC e das 24 Horas de Le Mans.
O McLaren Hypercar Team começará os testes do MCL-HY neste mês, com um programa que apoiará o desenvolvimento simultâneo do carro de competição antes da estreia no FIA WEC em 2027.
Durante o programa de testes, o piloto de fábrica do McLaren Hypercar Team, o dinamarquês Mikkel Jensen, contará com o apoio do Programa de Desenvolvimento de Pilotos da McLaren, com o suíço Gregoire Saucy e holandês Richard Verschoor, além do piloto da United Autosports, o inglês Ben Hanley.
Paralelo à estreia do MCL-HY, a McLaren São Paulo comemorou o oitavo aniversário de atividades, no dia 8 de maio.
“A McLaren tem um nome muito tradicional, já conhecido dos brasileiros que acompanham automobilismo e a Fórmula-1 em particular. Tínhamos a missão de mostrar que os carros de rua da McLaren estavam à altura da trajetória da marca nas pistas. Em poucos anos, ela criou clientes muito fiéis, apreciadores de carros com acabamento refinado, alto desempenho e tecnologia, que proporcionam muito prazer ao dirigir”, afirma Henry Visconde, presidente da McLaren São Paulo.






