Um estudo promovido pela Bright Consulting revelou que, pela primeira vez desde 2020, o preço médio de carros 0 km subiu menos do que a inflação, marcando uma nova tendência do setor. O levantamento aponta uma queda de 1,5% neste ano.
Com a diminuição de 1,5%, o preço público passou de R$ 172,5 mil para R$ 170 mil entre 2025 e junho de 2026. Por outro lado, o valor médio pago pelo consumidor se reduziu ainda mais, de R$ 157,7 mil para R$ 152,1 mil. Isso significa uma queda de 3,5%.
Já a cifra média sugerida pelas montadoras subiu 1,4% e chegou a R$ 166,9 mil. Porém, o reajuste ficou abaixo da inflação oficial acumulada, de 3,18%. Os dados representam uma desaceleração notável em relação aos 5,5% registrados em 2025.
A mudança acontece depois de anos de valorização de automóveis novos, impulsionada pelos impactos da pandemia de Covid-19, além da escassez de semicondutores e da irregularidade entre oferta e demanda.
Impacto de marcas chinesas e novas tecnologias
Um dos principais fatores que impulsionaram esta mudança do setor é o aumento da concorrência e a chegada de novas marcas ao mercado brasileiro. Parte considerável dessas empresas é de origem chinesa.
A nova remessa de veículos também transformou recursos antes considerados de luxo em requisitos quase obrigatórios. Empresas estão cada vez mais adotando portfólios modernos e políticas comerciais agressivas para desafiar montadoras tradicionais.
Entre os principais estão: sistemas avançados de assistência à condução (ADAS); inteligência artificial (IA) instalada em telas multimídia; e câmeras 360°, teto panorâmico e carregadores por indução.
A Bright detalha que a competição acontece principalmente por causa da entrega de recursos, com o critério não se baseando apenas no preço nominal.






