Seguro de moto na zona leste é 40% mais caro do que no Centro de SP; veja a variação de preços por região

Índice automotivo aponta a ZL e a Zona Norte como as regiões mais caras da capital; estudo também revela queda nos valores do seguro em âmbito nacional

Motociclistas sendo observados do retrovisor de um carro

Valores dos seguros mudam para motociclistas de acordo com região da Capital / Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo

O seguro da moto na Zona Leste de São Paulo foi, em média, 40% mais caro do que no Centro da capital em junho. A informação foi revelada pelo Índice de Preço do Seguro Automóvel e Moto (IPSA + IPSM), desenvolvido pela TEx, parte da Serasa Experian.

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O levantamento ainda mostra que motoristas paulistanos encontram diferenças consideráveis no preço do seguro, de acordo com a região onde circulam.

Na zona leste, a cidade registrou 6,0% no seguro auto e 13,3% no seguro de motos. No Centro, os índices foram de 3,9% e 9,5%, respectivamente. Já na zona norte, os valores também foram mais caros em relação às outras regiões da Capital, com 4,6% no auto e 13,3% na moto.

Por fim, na Região Metropolitana de São Paulo, o índice ficou em 4,7% no seguro auto e 11,7% no seguro de motos.

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“São Paulo reúne características muito distintas entre suas regiões, o que se reflete diretamente na precificação do seguro. Diferenças de circulação, exposição ao risco e perfil da frota fazem com que bairros da mesma cidade apresentem índices bastante diferentes, especialmente no seguro de motos”, explica Rodolfo Brandão, gerente executivo de Seguros da Serasa Experian.

Dados no cenário nacional

No cenário nacional, junho registrou queda nos dois segmentos em relação a maio. O IPSA caiu de 4,6% para 4,4%, enquanto o IPSM passou de 8,9% para 8,5%. Ainda assim, os dois índices seguem abaixo do patamar registrado há um ano.

Os dados ainda mostram avanço na diversificação energética e nas cotações de seguro entre os diferentes tipos de propulsão. Em junho de 2026, por exemplo, veículos a gasolina representam 79,3% do volume total, enquanto híbridos chegam a 6,9% e elétricos a 10,2%.

Nos modelos com até dois anos de uso, os híbridos registraram o menor índice de seguro, com 2,7%, enquanto os elétricos ficaram em 3,7%.