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Ataque gera debate sobre controle de armas

O massacre que deixou 49 mortos e ao menos 48 feridos na sexta-feira na cidade de Christchurch reacendeu a discussão sobre o controle de armas na Nova Zelândia, um país que combina um baixo número de homicídios com a facilidade de se obter armamentos. Qualquer pessoa com mais de 16 anos no país pode pedir uma permissão para comprar armas. Cabe a polícia dar a autorização - em geral, apenas pessoas com histórico criminal, de uso de drogas ou de problemas psiquiátricos são barradas.

Em 2017, dos 43.509 pedidos de permissão, 43.321 foram aceitos, de acordo com a rede de TV britânica BBC. No total, mais de 238 mil pessoas no país tem acesso aos
armamentos.

Com a permissão em mãos, um neozelandês pode comprar quantos fuzis normais e espingardas quiser e não é necessário registrá-los em órgãos de controle. As armas podem ser compradas com facilidade, incluindo pela internet ou em anúncios em jornal. Segundo a organização Gun Policy, que acompanha o uso de armas no mundo, a Nova Zelândia é um dos únicos três países das Américas, Europa ou Oceania que não exige o registro de armas - os outros são os Estados Unidos e o Canadá. (FP)

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