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O ex-ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, preso nesta quinta
O ex-ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, preso nesta quinta
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Moreira Franco ajudou pensar em propina, diz delator

Ex-ministro ajudou a pensar em um formato de propina para o MDB em 2014

O delator José Antunes Sobrinho, da Engevix, afirmou à Polícia Federal que o ex-ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, preso nesta quinta-feira pela Lava Jato no Rio, ajudou a pensar em um formato para viabilizar repasses ilícitos para o MDB na campanha de 2014.

Segundo a delação premiada, Sobrinho fez uma engenharia com outra empresa e mandou R$ 1 milhão para o partido naquele ano.

De acordo com o executivo, o coronel João Batista Lima Filho, amigo de Michel Temer, e Moreira levaram a ele o assunto da necessidade de contribuição eleitoral.

Sobrinho disse que duas ideias foram formuladas para viabilizar o dinheiro, que para os investigadores é propina.

O delator afirmou que pensou em dois projetos que poderiam justificar internamente em sua empresa a necessidade de investimento. Ambos envolviam contratos com o poder público e licitações. Os processos chegaram a começar, mas não
terminaram.

"Nessa situação, eu desenvolvi uma ideia, que o Lima era bastante ciente, e ele foi acompanhando. Eu disse: olha, Lima, desses contratos que temos aqui, não tenho como fazer, mas se você espera uma contribuição nossa, a gente tem ideias de novos serviços, que podem justificar internamente a gente fazer doações", disse o executivo à PF.

"Pensamos, então, com Moreira Franco, em dois contratos que gerariam serviços para empresas do grupo. E pensamos também em uma ordem de grandeza de R$ 5 milhões a R$ 6 milhões para o MDB, quando ocorre o primeiro e o segundo turno das eleições", completou.
(FP)

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